11 de novembro: Dia do Material Bélico

ORDEM DO DIA

“Sis vis pacem, para bellum.”

“Se queres a paz, prepara-te para a guerra.”

Através da Portaria 558/GC3 de 6 de outubro de 2011, o Comandante da Aeronáutica instituiu o Dia do Material Bélico da Aeronáutica, a ser celebrado anualmente no dia 11 de novembro.

A escolha desta data remonta ao ano de 1944, quando nos céus do Velho Continente, o 1° Grupo de Aviação de Caça voava em combate pela primeira vez, como Unidade Aérea independente, com aeronaves armadas pelo seu próprio efetivo de especialistas, chefiados pelo então 2º Tenente Especialista em Armamento Jorge da Silva Prado. O jovem Tenente Prado tinha apenas 20 anos e foi o responsável por todo o armamento empregado pelo Esquadrão na Campanha da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.

Nesta data, escolhida por ser um marco na história do Material Bélico da Aeronáutica, trazemos à memória esses pioneiros, que nos servem de inspiração e exemplo para superarmos os desafios que se apresentam, diariamente, em nosso caminho. Portanto, é nosso dever de honra dignificar a memória e a experiência dos que nos antecederam e que com competência, dedicação, idealismo e profissionalismo, escreveram páginas de imperecível glória e de incalculável valor na história da Força Aérea Brasileira.

Os constantes avanços tecnológicos realizados no campo dos materiais bélicos, desde a Segunda Guerra Mundial, trouxeram em seu bojo uma incessante necessidade de aperfeiçoamento profissional. Por isso, a Força Aérea precisa de militares cada vez mais bem qualificados, preparados para manejar bombas com Kit Lizard guiadas a laser, Mísseis Python 3 e Python 4, mísseis de quinta geração, A- Darter, que equiparão os novos caças Gripen NG, sensores, Pod Litening de designação laser, Reccelite de reconhecimento e Pod CME interferidor SKY SHIELD, além de óculos de visão noturna e diversas outras tecnologias de defesa.

Para isso, o Sistema de Material Bélico (SISMAB) trabalha, diuturnamente, para se manter sempre nas melhores condições técnicas, sem deixar de cultivar uma administração eficiente, sólida e engajada em cumprir os objetivos estabelecidos pela Estratégia Nacional de Defesa. Afinal a razão de existir de qualquer Força Armada é o emprego de seu armamento para a manutenção da paz.

Sistema este gerenciado pela DIRMAB e operacionalizado pelo Parque de Material Bélico da Aeronáutica do Rio de Janeiro. É composto por 34 remotos e 291 operadores. Sob sua imensa responsabilidade se encontram o planejamento, a supervisão e o controle das atividades de aquisição, manutenção, distribuição e suprimento de itens bélicos para toda a Força.

O esforço dos que labutam em prol do SISMAB não se encerra em adquirir e manter equipamentos. A busca por novas tecnologias, no fomento à Base Industrial de Defesa e na incorporação das mais avançadas tecnologias em uso no mundo, é incessante. Uma Base de Defesa forte significa independência internacional para o País, e essa independência resulta no fortalecimento da Soberania Nacional, cuja defesa é a nossa mais alta Missão Institucional.

Cumpre, ainda, ressaltar que como em todo grande órgão ou empresa, há uma enorme gama de tarefas de suporte logístico e administrativo que, mesmo não sendo observadas com a mesma frequência das tarefas diretamente relacionadas à Estratégia Nacional de Defesa, são indispensáveis ao funcionamento harmônico do conjunto, pois proporcionam os meios para que atinjamos nossos objetivos.

Homens e mulheres integrantes do Sistema de Material Bélico, que fazem “Da Força! O Sabre!”, sintam-se respeitados e admirados, pela contribuição e empenho nesta atividade tão nobre e vital para a Força Aérea Brasileira.

Parabéns! Vocês fazem a diferença!

Tenente-Brigadeiro do Ar PAULO JOÃO CURY

Comandante-Geral de Apoio

(CECOMSAER/ FM)

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