18º Contingente brasileiro para missão no Líbano participa de Reunião de Estado-Maior no MD

Ao se preparar para integrar a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM/UNIFIL, o  18º Contingente brasileiro participou, de 3 a 6 de junho, da Reunião de Estado-Maior no Ministério da Defesa (MD). Os militares irão servir à Missão de Paz no segundo semestre deste ano. Na ocasião, foram abordados temas fundamentais para o desempenho de suas funções como aspectos históricos, culturais e geopolíticos do Líbano e Oriente Médio, Direito Internacional, Justiça Militar, Operações de Paz, a estrutura geral da ONU, entre outros.

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Antes de iniciar a reunião, o Contingente se apresentou ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Tenente-Brigadeiro do Ar Raul Botelho. “Aproveitem essa oportunidade e tirem todos as dúvidas, é um período de imersão em Operação de Paz. São situações bem limitadas, mas vão com brilho nos olhos. Vocês vão representar o Brasil”, falou o Brigadeiro aos militares.

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Em seguida, o Subchefe de Operações de Paz, General de Divisão Rolemberg Ferreira da Cunha, realizou a abertura da reunião. Ele apresentou aos militares a estrutura do Ministério da Defesa e destacou a importância da participação do Brasil na ONU. Durante todo o encontrou, também houve exposições de palestrantes do Ministério das Relações Exteriores, da Procuradoria-Geral de Justiça Militar, Gabinete do Comandante do Exército e de Oficias de diversos setores do MD.

O Capitão de Fragata Eugênio Campos Huguenin será o comandante da Corveta Barroso, próximo navio brasileiro designado para a FTM/UNIFIL. Para ele, esta que será a primeira experiência em uma missão de paz, é um cargo de realização profissional, mas de muita responsabilidade. “São muitas coisas envolvidas, parte de pessoal, administrativo e outros pontos. É um período de muito sacrifício, mas acho que a nossa grande alegria vai ser chegar ao final da missão, ver que participamos de uma operação de paz e contribuímos para a segurança no mundo”, contou.

General Cunha realizou a abertura da Reunião. Ao seu lado esquerdo, o Capitão de Fragata Eugênio Campos Huguenin, o comandante da Corveta BarrosoGeneral Cunha realizou a abertura da Reunião. Ao seu lado esquerdo, o Capitão de Fragata Eugênio Campos Huguenin, o comandante da Corveta Barroso

A reunião também contou com uma videoconferência entre os militares participantes e o Comando atual da FTM/UNIFIL, com o objetivo de apresentar as peculiaridades, como também mostrar um pouco das atividades navais desenvolvidas num contexto de Operações de Paz.

Integração

Ao todo, serão mais de 180 tripulantes. Esta é a primeira vez que dois militares do Exército, um oficial e um praça, integram o Contingente da missão, desde da preparação. Eles serão incorporados ao Contingente espanhol do Estado-Maior da Brigada Multinacional do Setor Leste do Componente Terrestre da UNIFIL. Nesse grupo, são sete militares que ficarão na blueline interposta entre Israel e Líbano (demarcação de fronteiras entre o Líbano e Israel estabelecida pelas Nações Unidas).

A missão do Contingente espanhol é o cessar fogo e o auxílio da chegada da ajuda humanitária. “Essa experiência é sensacional. Pois tivemos contato com o contingente da Marinha e isso só era feito quando o Exército chegava lá. Percebemos que as expectativas e os desafios são muito semelhantes, isso só fortalece. Uma Força apoia a outra na missão”, ressaltou o Tenente Coronel George Alberto Garcia de Oliveira, do Exército Brasileiro.

O oficial fará parte da célula de operações. Os dois militares do Exército passarão dois meses na Espanha para conhecer e realizar um treinamento. Em outubro, embarcam para o Líbano, onde ficam por mais seis meses.

O Tenente Coronel George Alberto e a Capitão de Fragata Ana Luíza Leonel durante a reuniãoO Tenente Coronel George Alberto e a Capitão de Fragata Ana Luíza Leonel durante a reunião

A missão também será novidade para a Capitão de Fragata Ana Luíza Leonel, a primeira mulher do Corpo de Intendentes a assumir o posto de N21, o ajudante do Oficial de Inteligência. Para ela, será uma satisfação poder exercer o cargo e representar as mulheres. “É uma atividade totalmente nova, a expectativa é muito grande. O aprendizado está vindo desde o processo seletivo”, afirmou.

A partir de 2011, o Brasil passou a contribuir com Pessoal Militar e meios navais para a UNIFIL. Atualmente, o Força-Tarefa Marítima da UNIFIL é comandada pelo Contra-Almirante Eduardo Augusto Wieland. A FTM possui um Estado-Maior multinacional e seis navios, da Alemanha, da Grécia, da Turquia, de Bangladesh e do Brasil.

Por Júlia Campos

Fotos: Alexandre Manfrim

(MD ASCOM/FM)

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