2 de julho marca importante data histórica do Brasil

2 de julho marca importante data histórica do Brasil

Brasília, 2/07/2015 – A data histórica de 2 de julho de 1823 marca a vitória dos brasileiros na consolidação da independência do Brasil na Bahia. Com a conquista da Marinha e do Exército sobre as tropas portuguesas que se instalaram na região, 10 meses depois do grito da Independência em 7 de setembro de 1822, estabeleceu–se em definitivo a separação política do Brasil de Portugal.

A data notabilizou-se como máxima da Bahia, sendo feriado em todo o estado. O 2 de julho ficou na reverência patriótica dos baianos que estabeleceram a tradição de comemorá-lo anualmente com a repetição da entrada do Exército Pacificador na cidade de Salvador, com os batalhões e as heroínas como Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa, além das figuras simbólicas do Caboclo e da Cabocla.

Independencia da Bahia 1

Embora o Brasil tenha sua independência datada em 7 de setembro de 1822, as batalhas no entorno baiano duraram mais de um ano, já que a insatisfação com a coroa portuguesa vinha se intensificando.

O estopim dos conflitos na região aconteceu quando o governo de Portugal decidiu nomear o tenente-coronel Madeira de Melo para o cargo de comandante das armas da então Província. Ele seria o substituto do coronel brasileiro Manuel Pedro de Freitas Guimarães. O evento causou revolta na população da época e o tenente-coronel ordenou a ocupação das ruas de Salvador por tropas lusitanas.

Entre 1822 e 1823, então, foram vários os combates travados entre brasileiros e portugueses, que atingiram diversos pontos da capital soteropolitana. No entanto, a Batalha de Pirajá foi considerada a mais importante de todas. O episódio deu início ao fracasso da campanha de Madeira de Melo. Meses depois, acuado e sem defesa, o oficial retirou-se na madrugada de 2 de julho de 1823.

A baiana Maria Quitéria de Jesus Medeiros foi a maior heroína pela independência do Brasil na Bahia. Ela foi a primeira brasileira a integrar uma unidade militar no país. Começou passando-se por homem, com o codinome de soldado Medeiros, para unir-se aos partidários pela independência que percorriam o estado recrutando voluntários.

Mesmo após ser descoberta, Maria Quitéria não foi desligada e nem sofreu punição, devido à sua habilidade no manejo das armas, disciplina e audácia. Pôde assumir sua condição feminina e passou a integrar o Batalhão dos Voluntários do Imperador vestindo a farda. Por seus feitos históricos, é a patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.

Quando completou cem anos de sua morte, em 1953, o governo decretou que o retrato da guerreira fosse inaugurado em todos os estabelecimentos, repartições e unidades da Força Terrestre.

(MD ASCOM/ FM)

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