500 anos da Viagem de Fernão de Magalhães

No palco do grande auditório da Escola Naval, o ator português Tony Correa interpretou a viagem de volta ao mundo de Magalhães, com destaque para a declamação de “Mar Português”, de Fernando Pessoa, e da cena em que o grande navegador tomba nas Filipinas, em batalha contra milhares de nativos.

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Dos 265 homens em 5 naus, apenas 18 conseguiram apos 3 anos retornar ao ponto de partida na Espanha, a bordo da “Vitoria”. Façanha somente possível graças a Escola de Sagres, dos melhores cosmógrafos, matemáticos, cartógrafos, astrônomos, construtores navais, o mar dos portugueses, descobrindo o oceano tao calmo que o chamaram Pacifico, o Cabo das Tormentas, desbravadores dos 7 Mares, pata gones da Terra do Fogo, pimenta e cravo, especiarias.

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O Corpo de Aspirantes e convidados lotaram totalmente o auditório, com a presença de ilustres Chefes Navais, entre os quais o Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha Almirante Jose Carlos Mathias, Diretor da Escola Naval Almirante Marcos Borges Sertã, Diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha, Almirante João Alberto de Araujo Lampert, Presidente da SOAMAR-RIO, Dr José Carlos de Souza Batista, integrantes da Associação Luis de Camões e outras instituições da comunidade luso-brasileira.

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Foi uma noite de muita emoção, no sitio da Fortaleza de São Francisco Xavier da Ilha de Villegaignon, local pleno de história, desde que a audácia de aqui pretenderem uma França Antárctica foi punida com a destruição do Fort Coligny.

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Da pequena capela onde militares oram contritos pudemos observar a entrada da barra, nos remetendo àquela outra na entrada do Tejo, onde há 5 séculos marinheiros fizeram suas ultimas orações antes de suspender para a viagem até esta Mui Leal e Heroica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, que adentrariam por esta mesma baia.

Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Prof Israel Blajberg/FM

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