63 militares do Programa Atletas de Alto Rendimento estão classificados para as Olimpíadas de Tóquio

63 militares do Programa Atletas de Alto Rendimento estão classificados para as Olimpíadas de Tóquio

A 50 dias dos Jogos Olímpicos de Tóquio, 63 militares do Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) das Forças Armadas garantiram vaga para a competição, em 17 modalidades, das 27 incluídas no torneio. As disputas estão previstas para ocorrer de 23 de julho a 8 de agosto.

Para garantir a segurança dos atletas olímpicos, paralímpicos e das comissões técnicas que representarão o Brasil em Tóquio, ação interministerial, composta pelos Ministérios da Defesa, da Saúde e da Cidadania, com apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Paralímpico Brasileiro (COB), possibilitou a vacinação contra a Covid-19.. A imunização teve início em 14 de maio e ocorre no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza.

Até o momento, mais de 1280 integrantes do Time Brasil foram vacinados com a primeira dose. A partir de sexta-feira (4) até 12 de julho, será iniciada a aplicação da segunda dose da vacina.

Militares atletas
Há mais de 20 anos no Vôlei de Praia, a 3º Sargento da Marinha Ágatha Rippel, 28 anos, leva na bagagem experiência para disputar as Olimpíadas. Ela foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Desde 2017, faz dupla com a 3º Sargento do Exército Eduarda Lisboa e, no mesmo ano, as duas conquistaram o primeiro lugar no Campeonato Mundial Militar de Vôlei de Praia do Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM), que ocorreu no Rio de Janeiro.  Em abril e maio, a dupla competiu no Circuito Mundial de Vôlei de Praia disputado em Cancún, no México. Foram 20 jogos em 18 dias e, na bagagem de volta, elas trouxeram três medalhas: uma de ouro, uma de prata e uma bronze.

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O 3º Sargento do Exército Gabriel Constantino, 26 anos, participará da prova dos 110 metros com barreiras. Natural do Rio de Janeiro, ele começou no Atletismo aos 12 anos e afirma que o esporte deu oportunidades para que crescesse como pessoa e atleta. Ele afirma que integrar o PAAR, em meio à pandemia, foi fundamental para manter o alto desempenho. “Tivemos diversas adaptações e não seria possível eu treinar com tão alta performance. Continuei mantendo meus treinos, fisioterapia, acompanhamento médico e com nutricionista. Graças ao Programa, chego para representar o Exército e o Time Brasil nas Olimpíadas de Tóquio”, destacou.

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Integrante do PAAR pela Força Aérea, a 3º Sargento Ana Sátila, 25 anos, garantiu a vaga olímpica na Canoagem, em 2019, no Campeonato Mundial, na Espanha. Apesar da classificação antecipada, também enfrentou os contratempos impostos pela pandemia, principalmente na continuidade dos treinos. “Foram muitas dificuldades no meio do caminho. Fiquei quatro meses treinando em casa, mas a gente conseguiu manter bem a parte física e não perder nada. Estou feliz pela minha dedicação, mesmo tendo incerteza de tudo, foquei para chegar ainda mais preparada nos Jogos Olímpicos”, disse. Em Tóquio, será a primeira vez que a atleta competirá em duas categorias da Canoagem.

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Competições
De 29 a 31 de maio, os militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica conquistaram 17 medalhas no Campeonato Sul-Americano de Atletismo, em Guayaquil, no Equador. Ao todo, foram 10 medalhas de ouro, duas de prata e cinco de bronze. Ainda há competições pré-olímpicas com possibilidade de classificação de mais militares atletas do PAAR para os Jogos de Tóquio.

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Alto nível
O Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) foi criado em 2008, por iniciativa do antigo Ministério do Esporte, hoje Cidadania, em parceria com o Ministério da Defesa. A iniciativa contribui para fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível. Junto com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Ministério da Cidadania, os Clubes aos quais os atletas do Programa pertencem e as Confederações e Federações Esportivas.

Os militares atletas que integram o Programa têm à disposição todos os benefícios da carreira, como direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta. Eles também dispõem de instalações esportivas militares para treinamento. São os centros da Marinha (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes – CEFAN), do Exército (Centro de Capacitação Física do Exército e Complexo Esportivo de Deodoro) e da Aeronáutica (Universidade da Força Aérea – UNIFA).

Por Júlia Campos
Fotos: WagnerCarmo/CBAt e Arquivo

(MD ASCOM/FM)

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