A emoção do primeiro voo solo no Super Tucano

Conheça a história do Aspirante Jiquilin, que está fazendo curso no Esquadrão Joker para se tornar piloto de caça

Às 15h 20min do dia 15 de abril mais uma decolagem de A-29 Super Tucano foi autorizada pela torre de controle da Base Aérea de Natal (BANT). Para o piloto daquele voo, porém, aquela não foi apenas mais uma decolagem. “Meu primeiro voo solo no A-29 foi o melhor voo que já realizei, ele representou mais um passo em busca do meu objetivo, um importante passo”, afirma o Aspirante Aviador Vítor Jiquilin Carvalho.

EMOCAO 1Todos os aspirantes aviadores, após concluírem sua formação na Academia da Força Aérea (AFA), seguem para Natal, no Rio Grande do Norte. Para se tornar um piloto de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), eles integram o Esquadrão Joker (2°/5°GAV) e passam por um ano de instruções, durante o Curso de Especialização Operacional da Aviação de Caça (CEO-CA 2015). Lá, as primeiras três semanas são de aulas teóricas sobre a aeronave e, em seguida, começam as missões no simulador. Após cinco voos simulados e seis voos reais na companhia de instrutores, aproximadamente, é hora do primeiro voo solo no caça Super Tucano.

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Entre os 35 estagiários de 2015 do Joker, dois deles da Força Aérea Portuguesa, o Aspirante Jiquilin foi o primeiro a realizar seu voo solo, por ter conseguido um desempenho mais estável nas outras etapas. “Todas as dificuldades pelas quais passei até hoje ficam muito pequenas perto da satisfação de ter decolado sozinho em uma aeronave de caça, ser capaz de realizar uma missão a bordo dela e trazê-la em segurança para o solo”, afirma o aviador.

EMOCAO 3Paulista de Ribeirão Preto, o Aspirante Jiquilin, de 21 anos, começou sua carreira já em 2007, quando prestou concurso para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR). Ele conta que, desde criança, se interessa por aviões, mas que o sonho começou quando foi morar, aos dez anos, em Pirassununga – cidade berço da AFA. “Quando conheci a Academia, me apaixonei de vez pela aviação e pela vida militar. Meu pai foi médico do Exército e me falava com muito entusiasmo sobre as Forças Armadas. Desde então, sempre tive certeza de que queria ser piloto de caça”, relembra o Aspirante.

A rotina no Joker não difere muito da vida de cadete, em relação à quantidade de atividades e à dedicação exigida. “A diferença é que a responsabilidade é maior”, explica o futuro caçador. Em época de voo, por exemplo, os estagiários precisam chegar ao Esquadrão por volta de 4h da manhã. Instrutor do curso, o Tenente Aviador Pedro Henrique Borges Viera prefere dizer que a rotina tem hora para começar, mas não para terminar. “Ser piloto de caça requer conhecimentos teóricos e grande capacidade operacional, e há muita informação a ser assimilada durante o ano de curso”, diz o Tenente Vieira.

Para os jovens que sonham em fazer seu voo solo em uma aeronave de caça da FAB, o Aspirante Jiquilin aconselha: “Persistam nos seus objetivos. Sem dúvida, valeram a pena todo sangue, suor e lágrimas que deixei pelo caminho”, afirma.

(CECOMSAER/ FM)

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