Academia Militar das Agulhas Negras rememora os 75 anos da primeira solenidade do Aspirantado

Academia Militar das Agulhas Negras rememora os 75 anos da primeira solenidade do Aspirantado

O ano de 1945 marca o início da tradição da passagem pelo portão de saída dos novos aspirantes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), à época, Escola Militar de Resende. São 75 anos de tradições e valores, desde a primeira cerimônia realizada nas dependências da academia. Passaram-se décadas, mas a AMAN segue genuinamente engajada na formação integral de seus cadetes.

A cerimônia, que encanta pela marcialidade e demonstração de respeito aos símbolos nacionais, é também carregada de histórias que valorizam, ano a ano, o Aspirantado. A primeira formatura teve como protagonistas cerca de 300 cadetes, que vieram transferidos da Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, para estudar na majestosa academia. Da turma  “Escola Militar do Realengo”, foram declarados aspirantes das Armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia e Engenharia. Desses, alguns chegaram ao generalato, e outros também exerceram cargos brilhantes nas administrações pública e privada.

Dos fatos que ficaram registrados para as gerações futuras, ressaltam-se os nomes daqueles que passaram pelo portão, pela primeira vez, ainda como aspirantes a oficial, mas que, ao longo da carreira, alcançaram o posto de general. São eles: Fernando Valente PamplonaWaldemar de Araújo CarvalhoHarry Alberto SchnardofSílvio Ferreira da Silva, Hélio Pacheco e José Albano Leal, de Infantaria; Diogo de Oliveira FigueiredoFloriano Aguilar ChavesDemócrito Correia CunhaDomingos FragomeniMário Orlando Ribeiro Sampaio, Leo Etchegoyen e José Antônio Barbosa Moraes, de Cavalaria; Valdir Eduardo MartinsRaymundo Maximiniano Negrão TorresManoel Augusto TeixeiraEveraldo Oliveira ReisDécio Barbosa MachadoLuiz Henrique Oliveira DominguesOsvaldo Muniz Oliva Jonas de Moraes Correia Neto, de Artilharia; e Dálnio Starling, de Engenharia.

A AMAN é a concretização de um grande sonho, idealizado e realizado, desde 1930, por um patriota singular: o Marechal José Pessôa Albuquerque Cavalcanti. Eventos como o Aspirantado reforçam o compromisso dessa importante instituição para com o Brasil. Afinal, a formação de líderes segue firme em cada um dos novos cadetes que lá ingressam e que, em breve, estarão nas diversas organizações militares (OM) do Brasil. É o caso do Cadete Carlos, do Curso de Cavalaria, que conta os dias no calendário para o tão almejado Aspirantado. “É um sonho seguir a tradição da AMAN. É também o começo de um novo ciclo”, afirma o jovem, que escolheu uma OM em Santa Maria (RS) para começar a carreira de oficial.

(CCOMSEX/FM)

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