Ações de combate à COVID-19 são estruturadas em planejamento amplo

Ações de combate à COVID-19 são estruturadas em planejamento amplo

O Ministério da Defesa desenvolve várias ações de enfrentamento à COVID-19. Com a mobilização da Base Industrial de Defesa (BID) e parceria com outros agentes, os primeiros resultados já foram contabilizados. A missão, planejada de forma estruturada, leva em conta “um conjunto de atividades a serem empreendidas e orientadas pelo Estado”, explica o Secretário de Produtos de Defesa (SEPROD) da Pasta Marcos Degaut. Ele proferiu palestra no 2º Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa, promovido pela Escola Superior de Guerra do Ministério. O evento, na quinta-feira (14), ocorreu em parceria com a Federação das Indústrias de Minas Gerais e com os apoio das federações de indústrias de Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

O Secretário explica que a estratégia de mobilização adotada compreende integrar a base industrial mobilizável, o que ele define como base industrial ativa (indústrias de Defesa, as de interesse militar e as que atenderão às necessidades não militares) e a base industrial de reserva (a que está apta a se incorporar rapidamente ao esforço de mobilização, além do segmento de maquinário, equipamentos, mão de obra, estudos e pesquisas). O sucesso das ações tem relação direta com a eficiência na execução da mobilização do Poder Nacional, que, por sua vez, depende da eficácia de seu preparo. Ele destaca, portanto, que é necessária uma política voltada para a mobilização, elaborada em tempo de paz, e não em momentos de necessidade.

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Outro aspecto a se considerar é contar com uma base industrial robusta, complexa e diversificada, que tenha condições de atender à demanda, evitando ao máximo, incidir em situação de ampla dependência da importação de insumos e de tecnologias. Além disso, para que exista uma elevada capacidade mobilizável imediata, é imprescindível que o país disponha de: base logística forte, com capacidade de ação imediata e elevada operacionalidade, bem como Infraestrutura física e logística adequada.

Na Operação COVID-19, iniciada na segunda quinzena de março pelo governo federal, os conceitos foram adotados na mobilização da indústria. O Ministério da Defesa, por exemplo, lançou o cadastramento de empresas e produtos no site da Pasta. O resultado foi o envolvimento das Empresas de Defesa (ED) e Estratégicas de Defesa (EED), além de indústrias de outros segmentos.

Até o momento, mais de 400 empresas cadastraram mais de 700 produtos que auxiliam no combate à doença, em todas as regiões do País. A lista com as empresas e produtos cadastrados é atualizada diariamente e está disponível para todos os secretários municipais e estaduais de saúde, por meio dos Conselhos Nacionais de secretários. O documento também foi disponibilizado para o Ministério da Saúde e Forças Armadas. O objetivo é aproximar o fornecedor do demandante.

Logística
No que diz respeito à logística, outra ação da Pasta é no reparo de respiradores danificados. A iniciativa ocorre em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ministérios da Economia e Saúde, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e empresas do setor automotivo. A atuação cobre todo o território nacional e já entregou quase 800 aparelhos reparados para diversas instituições de saúde. O trabalho da Defesa é focado, principalmente, no transporte dos equipamentos para regiões necessitadas. Conforme levantamento da Confederação, quase 3 mil aparelhos foram recolhidos para reparo em 23 estados e mais o Distrito Federal. A rede conta com mais de 45 pontos de recolhimento e reparo em todas as regiões do país.

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O SEPROD também ressalta que “a base necessária de uma eventual Mobilização Industrial é a preservação de indústrias de interesse estratégico, evitando a perda de capacidades e a interrupção da atividade produtiva”. Degaut conclui afirmando que qualquer que seja a Política Industrial seguida pelo governo, faz-se não só necessária a preservação como também o aperfeiçoamento das bases industriais essenciais à mobilização, para que possam atender o inesperado caso de uma hipótese de conflito.

Operação COVID-19

O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia que recebeu o nome de Operação COVID-19.

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As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, tais demandas poderão ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determinará a melhor forma de atendimento.

Por André Pinto

Fotos: divulgação CNI

(MD ASCOM/FM)

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