Ágata Pantanal VIII reforça presença do Estado na faixa de fronteira

Com intuito de inibir crimes e de intensificar a presença do Estado brasileiro na faixa de fronteira, o Ministério da Defesa (MD) realizou, por meio da Subchefia de Operações, a Operação Ágata Pantanal VIII. Parceria com as polícias Federal, Civil, Rodoviária Federal, Militar do Mato Grosso do Sul e Militar Ambiental, Receita Federal, ABIN (Agência Brasileira de Informação) e Força Nacional, a ação ocorreu, entre 27 e 31 de maio, e abrangeu cerca de 1800 quilômetros de extensão nas fronteiras dos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Cerca de 830 militares das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) desenvolveram ações em parceria com integrantes das agências públicas. O comando da ação foi feito pelo 6º Distrito Naval, Organização Militar localizada em Ladário (MS). Nesta edição, foram realizadas ações como inspeções de embarcações, veículos em geral, revistas de pedestres e bicicletas, patrulhas terrestres, navais fluviais e de reconhecimento aéreo. Durante a Ágata são estabelecidos postos de bloqueio nos canais dos rios e nas principais estradas e de vigilância de pistas de aterrissagem e portos para realização de revistas.

Cerca de 830 militares das Forças Armadas atuaram em parceria com integrantes das agências públicasCerca de 830 militares das Forças Armadas atuaram em parceria com integrantes das agências públicas

De acordo com a Subchefia de Operações, a Ágata, modalidade de operação conjunta e interagência, é precedida de atividades de inteligência com a finalidade de levantar dados necessários para otimização das ações da tropa empregada.

Responsável por coordenar o trabalho de oficiais em áreas como logística, e inteligência, o chefe do Estado-Maior Conjunto da Ágata Pantanal VIII, Coronel do Exército Brasileiro Everton Lauriano Pedro, ilustra como ocorreu a integração com integrantes de agências públicas. “As atividades se deram em diversas células como inteligência, logística e operações de informação e comando e controle com a finalidade de maximizar as ações militares”, declara o militar.

De acordo com a Lei complementar Nº 97, de 1999, as Forças Armadas, quando empregadas na faixa de fronteira, possuem poder de polícia para atuar no combate a ilícitos transfronteiriços e ambientais.

Ágata Pantanal VIII reforça presença do Estado na faixa de fronteiraÁgata Pantanal VIII reforça presença do Estado na faixa de fronteira

A Operação Ágata Pantanal VIII envolveu ainda 57 viaturas, 16 embarcações, 2 aeronaves. Outra parceria com prefeituras locais, realizou quatro ações cívico-sociais na área de operações, com atendimentos médicos e odontológicos à população carente.

A Ágata Pantanal VIII foi a 4ª operação conjunta realizada neste ano, na faixa de fronteira brasileira.

Operação Ágata

Alinhada às políticas do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), a Operação Ágata foi reformulada, em 2017. Ação passou a ser fracionada ao longo de todo o ano, com caráter de curta duração.

Desde 2011, a atuação das Forças Armadas foi intensificada nas fronteiras por meio de ações como a Operação Ágata.

Operações Singulares

Ao longo de todo o ano, ocorrem ainda operações individuais da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica visando proteger a área de fronteira. Geralmente são ações pontuais, de curta duração, possibilitando maior agilidade e maior uso do fator surpresa.

Por Lane Barreto

Fotos: Divulgação MD

(MD ASCOM/FM)

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