Agências ambientais e órgãos de segurança integram informações para combate a crimes na Amazônia

Agências ambientais e órgãos de segurança integram informações para combate a crimes na Amazônia

A Operação Verde Brasil 2 recebe importante apoio de equipe de 11 agências ambientais e órgãos de segurança pública. Esses profissionais fazem a integração de dados e informações visando otimizar o trabalho das equipes de campo, durante a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para combate a crimes ambientais na Amazônia.

O trabalho multidisciplinar, realizado a partir do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), é baseado na análise detalhada de diversas informações já disponíveis em cada órgão. Com a reunião desses dados, o grupo elabora relatórios para direcionamento das ações das Forças Armadas e equipes de fiscalização.

Os relatórios trazem o detalhamento dos pontos de interesse, com o tipo de degradação, data do alerta, localização e descrição da área. Os Comandos Conjuntos têm à disposição mapas gerais e específicos para facilitar a visualização das áreas de atuação.

“Com a consolidação e análise das informações produzidas pelos órgãos envolvidos, o resultado é muito mais eficiente. Com pouco mais de um mês de atuação, a equipe tem aperfeiçoado a metodologia e a tendência é tornar os relatórios mais precisos, facilitando o planejamento das ações e atuação dos agentes de campo”, disse Renato Caixeta, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O aprofundamento das análises envolve, por exemplo, o cruzamento de alertas de desmatamento com registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para verificar se as áreas tiveram autorização para o desmate. Com isso, ocorre melhor aproveitamento logístico no deslocamento das tropas.

Os relatórios contam também com análises mais abrangentes realizadas por representantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, que verificam a cadeia produtiva local e a recorrência de crimes ambientais em áreas específicas, por exemplo.

As informações podem envolver também bases de dados estaduais ainda não disponíveis para consulta. Para ter acesso a essas informações, o Censipam tem firmado acordos de cooperação com as secretarias estaduais de meio ambiente dos nove estados que compõem a Amazônia Legal.

Além de servidores do Censipam, a equipe conta com representantes da Abin, da Agência Nacional de Mineração, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Incra, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Fundação Nacional do Índio, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Serviço Florestal Brasileiro.

Operação Verde Brasil 2

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pela Vice-Presidência da República, em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020. Em 10 de junho, a GLO foi renovada até 10 de julho, por meio do decreto 10.394.

Para cumprir a determinação presidencial, o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos. São eles: Comando Conjunto Príncipe da Beira (CCj PB), em Porto Velho (RO); Comando Conjunto Barão de Melgaço (CCj BM), em Cuiabá (MT); e Comando Conjunto Marechal Soares de Andrea (CCj MSA), em Belém (PA). Assim como na Operação Verde Brasil ocorrida em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa coordena as atividades a partir de Brasília (DF). Ainda participam da missão integrantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Por Willian Cavalcanti
Fotos: Vinícius Gabriel Rodrigues

(MD ASCOM/FM)

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