Atletas militares conquistam 48% das medalhas brasileiras nos Jogos Pan-Americanos de Toronto

Brasília, 27/07/2015 – – Os atletas que representaram as Forças Armadas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto obtiveram um resultado de superação. Subiram 67 vezes ao pódio, o que significa a conquista de quase metade das medalhas obtidas pela delegação brasileira no Canadá (141).

O sargento do Exército Henrique Rodrigues conquistou medalha de ouro nos 200 m medley - Foto: Danilo Borges / Brasil 2016

O sargento do Exército Henrique Rodrigues conquistou medalha de ouro nos 200 m medley – Foto: Danilo Borges / Brasil 2016

No ranking geral, o Time Brasil ocupou o terceiro lugar no quadro de medalhas. Das 67, 20 de ouro, 18 de prata e 29 de bronze. Natação e judô foram as modalidades mais laureadas entre as Forças Armadas. Contudo, o maior feito entre os militares foi no judô: das 13 medalhas conquistadas pelos brasileiros, 12 vieram pelos braços dos atletas do Projeto de Alto Rendimento do Ministério da Defesa (MD).

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, comentou a façanha dos militares que contribuíram com as vitórias da delegação brasileira. “Este é o primeiro passo e estou certo que virão resultados ainda melhores nos Jogos Mundiais Militares, agora em outubro, e, sobretudo, nas Olimpíadas”, disse.

Dos 590 atletas brasileiros que participaram do Pan, 123 estão ligados diretamente a Marinha, ao Exército ou a Aeronáutica dentro do Programa de Alto Rendimento dos Ministérios da Defesa e do Esporte. Isso significa que, dos militares participantes da competição, 54% deles subiram ao pódio.

A classificação geral do Brasil foi similar ao Pan de Guadalajara em 2011 (141 medalhas/3º lugar). Já o resultado da participação dos militares, em 2011, representou 41 medalhas e contou com 73 atletas na delegação brasileira.

A única campeã mundial do Brasil em piscina curta, a sargento da Marinha Etiene Medeiros, virou também a primeira do país a conquistar o ouro em uma edição dos Jogos Pan-Americanos. O feito obtido nos 100m costas pela pernambucana de 24 anos veio com uma prova perfeita, na qual ela também tornou-se a primeira brasileira a nadar abaixo de um minuto.

Etiene Medeiros, atleta da Marinha, obteve ouro nos 100 m costas - Foto: Danilo Borges / Brasil 2016

Etiene Medeiros, atleta da Marinha, obteve ouro nos 100 m costas – Foto: Danilo Borges / Brasil 2016

“Nesse Pan-Americano, pintamos a piscina de verde e amarelo. Juntos! Obrigada a todos pela energia positiva, carinho e todo amor entregue durante as provas”, vibrou a medalhista.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, ressaltou que todas as conquistas vieram de um esforço conjunto de vários entes que contribuem para a evolução do esporte brasileiro. “Queria reiterar que esses resultados alcançados são graças a um trabalho de união de esforços feito em parceria e trabalho em equipe do COB, das confederações brasileiras das modalidades, do Ministério do Esporte, do Ministério da Defesa, do Ministério de Ciência e Tecnologia, e dos patrocinadores”, disse.

Destaque

Por tantas vezes em lugar de destaque, o mundo acabou se deparando com um comportamento diferenciado cada vez que a bandeira brasileira era hasteada e o Hino Nacional entoado. Muitos dos militares prestaram continência como forma de respeito e saudação.

Mayra Aguiar, sargento da Marinha e medalha de prata no judô, contou que “é um orgulho poder prestar essa homenagem e lembrar quem está nos ajudando”. O judoca do Exército Luciano Correa, medalha de ouro no Pan, disse que prestou continência “pelo orgulho que tem de representar as Forças Armadas”.

Luciano Corrêa, representando o Exército Brasileiro, ao receber a medalha de ouro no judô - Foto: COB

Luciano Corrêa, representando o Exército Brasileiro, ao receber a medalha de ouro no judô – Foto: COB

O número de medalhas obtidas pelos militares pode ser comparado à conquista de delegações inteiras, como por exemplo, da Venezuela (50), oitavo lugar no quadro geral de medalhas. Um resultado de superação que envolve o trabalho contínuo de toda equipe desportiva.

A representante da Aeronáutica, Juliana dos Santos, conquistou ouro no atlletismo - Foto: Danilo Borges / MD

A representante da Aeronáutica, Juliana dos Santos, conquistou ouro no atlletismo – Foto: Danilo Borges / MD

O diretor Departamento de Desporto Militar (DDM) do MD, brigadeiro Carlos Amaral, ressaltou que o objetivo inicial era dar ao time do Comitê Olímpico Brasileiro pelo menos 40% das medalhas conquistadas em Toronto. “Estamos muito felizes com a façanha dos nossos atletas militares. Conseguimos superar nossa meta e agora é intensificar o trabalho para alcançar bons resultados nas próximas competições”, comentou.

Jogos Mundiais Militares

O foco dos militares agora é os 6º Jogos Mundiais Militares (JMM) que acontecerão de 02 a 11 de outubro deste ano, na República da Coreia. O Brasil enviará a maior delegação visitante da competição. Serão cerca de 400 integrantes, entre atletas e comissão técnica, militares e civis. Ao todo, participam da competição cerca de sete mil competidores de 110 países.

Cássio Rippel, do Exército, foi medalha de ouro em Toronto na modalidade tiro - Foto: Danilo Borges / Brasil 2016

Cássio Rippel, do Exército, foi medalha de ouro em Toronto na modalidade tiro – Foto: Danilo Borges / Brasil 2016

Estão previstos para representar o Brasil 308 atletas e 91 integrantes da comissão técnica. A previsão é que a lista final com os atletas participantes seja divulgada no dia 1º de agosto. O país participará da disputa nas 24 modalidades da competição: atletismo, boxe, basquete, ciclismo, futebol, golfe, handebol, judô, maratona, pentatlo moderno, pentatlo naval, pentatlo militar, pentatlo aeronáutico, orientação, natação, triathlon, vôlei, lutas associadas, taekwondo, tiro com arco, esgrima, paraquedismo, vela e tiro esportivo.

A equipe brasileira contará com atletas experientes, como as marinheiras Sarah Menezes, medalha de ouro no judô nos Jogos Olímpicos de Londres, e Mayra Aguiar, campeã mundial de judô; a pentatleta do Exército Yane Marques, medalha de prata em Londres e ouro no Pan; e o coronel da Força Aérea Brasileira Júlio Almeida, medalha de ouro em Toronto.

A meta do Brasil é superar as 111 medalhas conquistadas na última edição do evento, em 2011, no Rio de Janeiro, e ser novamente o país com o maior número de medalhas no mundial. Esses Jogos são considerados de extrema relevância para as Forças Armadas brasileiras e servem como apoio ao esporte nacional, visando à preparação dos atletas que também irão aos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Programa de Alto Rendimento

Por meio do Departamento de Desporto Militar, o Ministério da Defesa organiza a participação militar brasileira em eventos esportivos de alto nível. Delegações de atletas militares do país participam com regularidade de campeonatos do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM) e da União Desportiva Militar Sudamericana (UDMSA), além de eventos como os Jogos Mundiais Militares.

O MD atua em parceria com o ministério do Esporte (ME), no sentido de apoiar os atletas de alto rendimento, com vistas à melhoria de seu desempenho, bem como na descoberta de novos talentos esportivos.

Os atletas militares têm direito a soldos, 13º salário, locais para treinamento, recursos humanos qualificados nas comissões técnicas, além de plano de saúde, atendimento médico, odontológico, fisioterápico, alimentação e alojamento. Os atletas também são beneficiados pelas bolsas Pódio e das categorias Olímpica, Internacional e Nacional do ME.

Para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o Ministério da Defesa realizará ações que assegurem a representação militar na delegação brasileira. A participação das Forças Armadas não se dará apenas com atletas, mas também por meio de integrantes das equipes técnica e de apoio.

(MD ASCOM/ FM)

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