Brasil recebe navio hidroceanográfico que permitirá avanços na área de pesquisa

Brasil recebe navio hidroceanográfico que permitirá avanços na área de pesquisa

Niterói (RJ), 23/07/2015 – O ministro da Defesa, Jaques Wagner, acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Aldo Rabelo, participou na quinta-feira (23), da cerimônia de entrega do Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo). A embarcação assegura avanços em estudos científicos em áreas oceânicas estratégicas do Atlântico Sul.

Jaques Wagner visita Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo)
Jaques Wagner visita Navio Hidroceanográfico de Pesquisa Vital de Oliveira (NPqHo)

Durante a cerimônia, Jaques Wagner disse que apostar na tecnologia, pesquisa e inovação oceanográfica aumenta o poder e a soberania do país. “É a aplicação da tecnologia e do conhecimento do mar na defesa nacional”, destacou o ministro que reconhece o ganho inestimável para o setor.

Parceria público-privado

Adquirido em 2013 por aproximadamente R$ 162 milhões, o navio é fruto do acordo de cooperação firmado entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Marinha do Brasil (MB) e as empresas Petrobras e Vale.

O MD, o MCTI e a Marinha do Brasil investiram R$ 27 milhões cada. A Vale e a Petrobras aportaram, respectivamente, R$ 70 milhões e R$ 38 milhões.

O Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô (ROV – sigla em inglês) com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade. Acompanhado do ministro Aldo Rebelo, Jaques Wagner percorreu os cinco laboratórios do navio e conheceu o equipamento.

“O navio impulsiona nosso poder de dissuasão porque trabalha com oceanografia física que mede a temperatura da superfície do mar, qualidade e suas propriedades, facilitando, por exemplo, missões com submarinos”, acrescentou Wagner.

Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade
Vital de Oliveira pesa 3,5 mil toneladas e tem embarcado um robô com capacidade para chegar a 4 mil metros de profundidade

A embarcação também pode realizar pesquisas de busca de nódulos metálicos no fundo do mar, além da localização de petróleo e gás em superfícies inferiores, como na camada do pré-sal e da exploração de recursos minerais em águas profundas.

Uso dual

O navio tem uso dual e permite assegurar a proteção das riquezas das jurisdições marítimas pertencentes ao Brasil. Pode ser utilizado em diversos setores, como na pesca, meteorologia, exploração de recursos minerais e preservação do meio ambiente.

O comandante da Marinha Leal Ferreira reforçou a importância do navio para a Força e comunidade científica. ”O Vital de Oliveira irá atuar em áreas oceânicas estratégicas ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial”, ressaltou. Com 28 equipamentos científicos, o navio possui maior capacidade de pesquisas e exploração das riquezas da Amazônia Azul.

Ao conhecer o grupo de pesquisadores já embarcados no navio, o ministro da Defesa cumprimentou o chefe dos pesquisadores, professor Moacir Araújo, e pediu que os estudos fossem aplicados no cotidiano e na economia. “É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes”, afirmou Wagner.

É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes", disse Wagner
É orgulho saber que estamos na primeira linha da pesquisa oceanográfica, e mesmo com o pré-sal ainda temos muito a pesquisar para abrir novas vertentes”, disse Wagner

Acompanharam a visita dos ministros, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira; o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Carlos Nobre; o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Jailson Andrade; o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Leonel Perondi; o diretor de Transporte da Transpetro (Petrobras), Nilson Ferreira Nunes Filho; o diretor de Tecnologia e Inovação da Vale, Luiz Mello, entre outras autoridades e oficiais.

Foto: Felipe Barra / MD

(MD ASCOM/ FM)

 

 

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