Cães da FAB se destacam no 3º Encontro Brasileiro de Cinotecnia Militar

Cães da Força Aérea Brasileira (FAB) se destacaram no 3º Encontro Brasileiro de Cinotecnia Militar, realizado de 30 de novembro a 02 de dezembro, no 2° Batalhão de Polícia do Exército (2° BPE), em Osasco (SP). O evento contou com a participação de 60 representantes do Pelotão de Cães de Guerra da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Exército da Guatemala, Polícia Militar, Bombeiros, Guarda Portuária e Guarda Civil Municipal de vários Estados.

“O encontro visa difundir ideias sobre adestramento e promover a troca de experiências entre diversas instituições e pessoas que trabalham com cães de polícia e segurança no Brasil”, explicou o Tenente Veterinário Felipe Borges Soares, Adjunto da Seção de Cães de Guerra do 2° BPE. Nos dois primeiros dias foram ministradas palestras sobre a história dos cães, sua etologia, química de substâncias e operações de faro. Já no último dia o destaque foi a Prova Muniz de Aragão, competição que teve como finalidade avaliar a capacidade de 12 cães na busca e detecção de entorpecentes em três ambientes distintos: edifícios, veículos e bagagens ou pacotes. “O vencedor seria o animal que encontrasse mais focos em menos tempo, garantindo a certificação para ele e seu adestrador”, completou o Tenente Soares.

Os cães Hera e Akira, do 13° Grupamento de Segurança e Defesa, localizado na Ala 13, juntamente com seu adestradores, Cabo Felipe Souza Cardoso e Soldado Saymo Brendo da Silva, participaram da competição, na qual, respectivamente, atingiram a 3ª e a 4ª colocação. “O cão militar utiliza seus sentidos e aptidão física para auxiliar em guarda e segurança, apreensão de indivíduos, detecção de entorpecentes e explosivos. Cada raça possui uma capacidade olfativa e, sendo assim, priorizamos os cães que possuem focinho mais alongado, como Pastor Alemão, Labrador, Pastor Malinois e Bloodhound, que possuem mais células olfativas, tornando-os mais eficazes na detecção de certas substâncias”, especificou o Cabo Cardoso, Adestrador e Encarregado do Pelotão de Cães de Guerra do 13° GSD.

De acordo com a Comandante do Pelotão de Cães de Guerra da Ala 13, Tenente Veterinária Daniela Martins Luciano Borges, cinotecnia é a ciência responsável pelo estudo da anatomia, comportamento, psicologia e fisiologia dos cães, e o adestrador precisa deste curso para atuar. “O encontro foi de extrema importância para a difusão de conhecimentos, troca de informações e experiências, operacionalidade dos cães de trabalho militares, sanidade e bem-estar animal, além de novidades nas técnicas de adestramento. Nossos cães se destacaram pelos excelentes resultados, refletidos na classificação final”, disse.

A sintonia do binômio condutor-cão, segundo a comissão, foi um fator determinante na avaliação do desempenho da equipe. “Ficamos honrados pelo privilégio de participar de um evento com muitos profissionais qualificados e cães de alto nível”, concluiu a veterinária.

(CECOMSAER/FM)

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