Celso Amorim se despede do Ministério da Defesa

Celso Amorim se despede do Ministério da Defesa

Brasília, 02/01/2014 – Foi em 08 de agosto de 2011 que o embaixador Celso Amorim iniciou o desafio, depois de ser o mais longevo ministro das Relações Exteriores da História, de comandar o Ministério da Defesa, órgão responsável por coordenar as atividades das Forças Armadas, e por assegurar a soberania nacional e a integridade territorial. Na sexta-feira (02/01), quase três anos e meio após assumir a função, Amorim se despediu do cargo – agora sob a titularidade de Jaques Wagner.

Celso Amorim em seu discurso de despedida: quase três anos e meio à frente da Defesa
Celso Amorim em seu discurso de despedida: quase três anos e meio à frente da Defesa

Na concorrida cerimônia de transmissão de cargo, o agora ex-ministro agradeceu aos funcionários civis e militares do Ministério da Defesa, bem como aos comandantes militares com quem conviveu durante seu mandato: almirante Julio Soares de Moura Neto, da Marinha; general Enzo Martins Peri, do Exército; e brigadeiro Juniti Saito, da Aeronáutica.

Bem humorado, Amorim lembrou que quando foi chamado para a assumir a Defesa, já se encontrava fora da vida pública: “Foi para mim uma honra muito especial, no momento em que, como eu já disse outras vezes, esperava que a minha biografia, oficial pelo menos, senão a minha vida, mas a minha biografia já estivesse encerrada”.

EMCFA e Secretaria-Geral

O ex-ministro da Defesa dedicou cumprimento especial ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi. “O general De Nardi é hoje praticamente sinônimo de interoperabilidade. É a pessoa responsável pela boa coordenação de operações complexas, como foram as operações dos grandes eventos, a vinda do Papa, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, mas também de outras operações que talvez não cheguem tão claramente ao público, como as Operações Ágata, realizadas na nossa fronteira”, afirmou.

O secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, também recebeu uma homenagem especial. “Queria agradecer muito o secretário-geral – hoje a mais alta autoridade civil, fora o ministro, dentro do Ministério da Defesa, de nível hierárquico semelhante ao dos comandantes e ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, que é responsável não só pela parte civil do Ministério, que é muito grande, mas também pelo entrosamento entre essa parte civil e o lado militar que tem a ver com essa parte civil. Por exemplo, no orçamento”, destacou.

Celso Amorim elencou feitos empreendidos pela sua gestão, como o sucesso das participações das Forças Armadas nas missões de paz das Nações Unidas no Haiti (Minustah), no Congo (Monusco) e no Líbano (Unifil). Também ressaltou o trabalho para reequipamento e modernização das Forças Armadas, citando como exemplo o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), a família de blindados Guarani e a aquisição dos 36 caças Gripen NG – que serão produzidos em parceria com a Suécia.

 Por fim, além de desejar sorte a Jaques Wagner, Celso Amorim citou um verso do poeta João Cabral de Melo Neto que, segundo ele, “inspira minhas ações na vida pública”: “a respeito de todas as coisas, o homem é sempre a melhor medida. E a medida do homem não é a morte, mas a vida”.

Leia aqui a íntegra do discurso de Celso Amorim.

Foto: PH Freitas

(MD ASCOM/ FM)

 

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