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Cerimônias militares homenageiam a aviação de caça do Brasil

Durante a solenidade foram entregues troféus e medalhas aos profissionais que se destacaram no ano de 2015

A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou na sexta-feira (22), na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no Rio de Janeiro, duas cerimônias militares e uma demonstração operacional para homenagear o passado e o presente da aviação de caça. A data relembra o dia histórico em 1945, quando o recente criado Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA) realizou o maior número de surtidas em um único dia na Segunda Guerra Mundial. As solenidades contaram com a presença do Ministro de Estado da Defesa, Aldo Rebelo; do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato; de oficiais-generais do alto-comando da Aeronáutica, além de outras autoridades militares.

CERIMONIAS 1

“A participação da Força Aérea na segunda guerra mundial foi muito importante porque foi nela que começamos com essa postura de defesa do espaço aéreo e dos nossos interesses”, explicou o Tenente-Brigadeiro Rossato.

Inicialmente, foi realizada a Cerimônia do P-47. Durante a solenidade o aviador mais moderno do 1° GAVCA, Tenente Felipe Coelho Ribeiro, acendeu a pira que simboliza a chama do ideal, presente no espírito do piloto de caça.

“Para mim é um orgulho estar representando a nova geração dos pilotos de caça e ter a oportunidade de estar nesse dia tão importante para toda a aviação”, disse o Tenente Ribeiro.

CERIMONIAS 2

Em seguida, foram lidos os nomes e realizada uma salva de tiros para homenagear cada um dos nove veteranos falecidos durante a guerra. Ainda durante a cerimônia, o Ministro Aldo Rebelo, acompanhado do Tenente-Brigadeiro do Ar Rossato e do veterano de guerra Major João Rodrigues Filho, depositaram flores no túmulo do Brigadeiro do Ar Nero Moura, primeiro comandante do GAVCA. O major também hasteou a “Flâmula do Jambock”, que foi utilizada nos acampamentos durante a Campanha da Itália.

Logo depois, foi realizada a Cerimônia Militar Alusiva ao Dia da Caça, com a entrega do Prêmio Pacau Magalhães Mota, instituído pela Associação Brasileira dos Pilotos de Caça, aos militares vencedores do concurso anual de trabalhos literários relativos a assuntos de interesse da aviação.

Ainda durante a cerimônia, foi concedida a Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura e os Troféus de Unidade Aérea mais Eficiente e Piloto Mais Eficiente aos que se destacaram em suas áreas. O Major Adalberto de Rezende Rocha Júnior, do Esquadrão Guardião (2°/6° GAV), foi um dos homenageados. “Esse prêmio é um reconhecimento à dedicação que nós pilotos temos dentro do esquadrão”, disse.

CERIMONIAS 3

Em seu discurso, o Ministro Aldo Rebelo ressaltou a ampliação da capacidade da aviação de caça com a chegada da futura aeronave, Gripen NG. “O Brasil procura oferecer à Força Aérea com o projeto Gripen de Nova Geração exatamente o equipamento à altura da capacidade, da história e das tradições da aviação de caça para que nós tenhamos em pouco tempo o caça à altura das exigências e das necessidades da defesa do espaço aéreo e das águas jurisdicionais do Brasil”, enfatizou.

Posteriormente, o Tenente Ribeiro passou às mãos do veterano de guerra, Capitão da reserva Osias Machado da Silva, o estandarte que tremulou nos céus da Itália, simbolizando os caçadores do presente, reverenciando os heróis do passado e inspirando os guerreiros do futuro. “Receber esse estandarte é uma alegria e um reconhecimento a todo o nosso trabalho realizado durante a guerra”, destacou o participante da guerra que, atualmente, está com 90 anos.

CERIMONIAS 4

Em seguida, a tropa composta pelos grupamentos da BASC, dos pilotos de caça, de caçadores da ativa e da reserva, dos ex-integrantes do 1° GAVCA, de veteranos da guerra participaram do desfile militar. A cerimônia contou ainda com a apresentação do Grupo de Ordem Elite da Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR).

Para finalizar as celebrações foi realizada uma demonstração operacional com o emprego de Unidades Aéreas de Combate. Inicialmente aeronaves F-5M atacaram um alvo simulado lançando bombas de 500 libras, soltando, em seguida, “flare”, demonstrando a capacidade de autodefesa contra os mísseis de guiagem infravermelha. Logo depois, um outro alvo foi atacado por aeronaves A-1M com bombas de 500 libras. Por fim, as aeronaves A-1M realizaram a modalidade de Tiro Terrestre com seus canhões de 30 mm, atingindo o alvo de número três.

Veja abaixo a entrevista com o Comandante da Aeronáutica.

Para saber mais sobre a aviação de caça do Brasil, veja aqui uma reportagem multimídia.

(CECOMSAER/ FM)

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