Clube Naval realiza painel sobre a Presença das Forças Armadas Brasileiras no Haiti

O Clube Naval contará com a participação de três palestrantes com experiência em missões de paz. O foco principal das apresentações será “lições obtidas pelos oficiais e praças brasileiros durante os treze (13) anos de operações militares, no Haiti”.

Post painel

Segue-se a sequência de apresentações

1. Às 15:00h, abertura do Painel pelo Presidente do Clube, Vice-Almirante (Ref) Rui da Fonseca Elia.

2. Almirante de Esquadra (RM1) Eduardo Monteiro Lopes, palestra com duração de 15 minutos.

3. Contra-Almirante (FN) Renato Rangel Ferreira, 40 minutos.

4. General de Exército (Ref) José Elito Carvalho Siqueira, 40 minutos.

5. “Coffee break” com intervalo de 20 minutos. Período destinado para inscrições dos debatedores.

6. Debates com duração de 40 minutos.

7. Encerramento. Palavras do Presidente do Clube.

Observações pertinentes à fase dos debates

a) solicita-se aos debatedores que todas as perguntas sejam também apresentadas por escrito, de modo a possibilitar que os palestrantes possam enviar as respostas, por e-mail. Tal providência destina-se a Departamento Cultural atender todos aqueles que, devido à exiguidade de tempo, não forem atendidos oralmente na Fase dos Debates;

b) o controlador de debates, que estará posicionado em local de destaque na mesa principal, recolherá os modelos de inscrição com as perguntas já transcritas; e

c) os inscritos nos debates devem assinalar no modelo de inscrição o e-mail pessoal ou do trabalho e o nome do palestrante para o qual é direcionada a pergunta.

Breve histórico sobre a crise no Haiti

Em fevereiro de 2004, logo após o presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide ter sido destituído do governo por rebeldes, teve início uma grave crise no Haiti. Algumas milícias começaram a disputar territórios e a violência se espalhou com aumento de saques, sequestros e homicídios, gerando uma verdadeira guerra civil.

Por iniciativa do Governo dos EUA, que temiam um êxodo de haitianos em direção ao norte, o Conselho de Segurança da ONU criou, em abril do mesmo ano, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Um general brasileiro assumiu o comando da Missão de Paz e foram enviados 6.700 capacetes azuis, 1.600 policiais, 1.700 civis e alguns diplomatas de diferentes países. Tal contingente deveria apoiar o governo de transição, garantir a paz e organizar novas eleições.

Em várias ocasiões, ativistas de direitos humanos apresentaram denúncias contra militares por estupros e exploração sexual. Um relatório divulgado na imprensa internacional denunciou o envolvimento de soldados do Sri Lanka em esquema de prostituição de menores. Ocorreram também casos de denúncias contra soldados do Uruguai, Nepal, Paquistão, Bangladesh e Nigéria. É importante realçar que nenhum soldado brasileiro foi formalmente acusado de abuso sexual ou afastado por crimes.

A situação do Haiti piorou em fevereiro de 2010, quando um terremoto de magnitude 7.0 atingiu o país e destruiu quase toda a cidade de Porto Príncipe; o país ficou devastado. O Brasil passou, então, a desenvolver uma política mais intensa de cooperação, tendo sido destinadas toneladas de alimentos e medicamentos e enviados reforços de recursos humanos e materiais para a assistência humanitária de emergência.

Além disso, dezenas de projetos de cooperação técnica foram direcionados para setores como saúde, educação, saneamento, agricultura e justiça.

Após o terremoto, a ONU ampliou o mandato da Missão e até aumentou seu contingente.

Em outubro de 2010, surgiu uma epidemia de cólera; 600 mil pessoas ficaram doentes, tendo morrido entre 8 mil e 10 mil pessoas.

A Minustah encerrou oficialmente seu trabalho em 15 de outubro de 2017. Ao longo de treze anos, oficiais e praças aprenderam como planejar e executar operações de paz e ao mesmo tempo transitar sob fogo entre grupos de facções rivais, nas favelas do Haiti.

O tenente (EB) Luciano Rodrigues Moreira destaca em um livro de sua autoria que “a vivência dos perigos, o trabalho excessivo e o desgaste psicológico fizeram com que as relações hierárquicas entre os militares brasileiros se tornassem muito mais complexas que as existentes nas situações de normalidade cotidiana”.

Além da experiência adquirida pelos militares em situações de combate real, a missão do Brasil no Haiti estreitou de forma intensa as relações diplomáticas e de amizade entre os dois países.

Recentemente, um vídeo divulgado na Internet pela ONU, denominado “Brasil no Haiti, um caso de sucesso” apresentou o seguinte questionamento: “a que se deve o sucesso das tropas brasileiras no Haiti?” A resposta é que foi empregada a força na medida certa e os militares souberam prestar assistência humanitária nos momentos difíceis vividos pelos haitianos.

Serviço:

PAINEL: Presença das Forças Armadas Brasileiras no Haiti

Data: 24 de novembro
Horário: 15h
Local: Salão dos Conselheiros – 4º andar Sede Social
Traje: Esporte Fino

Com informações do Clube Naval

(CNS ASCOM/FM)

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