Comandante do Exército recebe visita de aluna cadeirante do Sistema Colégio Militar do Brasil

Brasília (DF) – Maria Clara Gouveia, que completa 13 anos este mês, é aluna do 7º ano do Colégio Militar de Brasília (CMB), onde cumpre toda a grade curricular de uma menina da idade dela, desde as tradicionais disciplinas em sala de aula até a prática de vôlei. Uma agenda comum, mas que significa uma vitória diária. Maria Clara tem sequelas de Mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida, uma má-formação congênita da coluna vertebral.

Após a participação da aluna no programa “O Comandante Responde”, oportunidade em que Maria Claraperguntou sobre a inclusão de alunos com deficiência em Colégios Militares, o General Villas Bôas demonstrou o desejo de conhecê-la pessoalmente, o que aconteceu nesta segunda-feira, dia 16 de outubro, no Quartel-General do Exército. O encontro foi marcado por muita emoção e mensagens de otimismo. “Fiquei muito feliz porque não é todo dia que você pode conhecer uma pessoa tão importante assim”, disse Maria Clara, emocionada.

Na oportunidade, acompanhada dos pais e do Comandante do Colégio Militar de Brasília, o Comandante do exército recebeu uma fotografia de Maria Clara desfilando durante formatura no CMB. “Depois que Maria Clara chegou ao Colégio, ela está feliz, tem muitas amizades e é muito bem recebida por todos. Foi um grande presente para ela”, disse a mãe da Aluna, Rosymarie Gouveia Paula.

Inclusão

O Colégio Militar de Brasília e o Colégio Militar de Belo Horizonte realizaram, este ano, o concurso de admissão com reserva de vagas para alunos com deficiência, e já vinham se preparando para a educação inclusiva.

A previsão é que até 2023 todas as unidades estejam recebendo esses jovens. Na Capital Federal, os preparativos estão a todo vapor: capacitação de pessoal, curso de especialização e formação específica em educação inclusiva; reformas de instalações, com rampas, banheiros adaptados e sinalizações táteis; além de salas com recursos multifuncionais para alunos com altas habilidades ou deficiência em geral, com tecnologia assistida e jogos pedagógicos que potencializam a aprendizagem do aluno e facilitam a compreensão de conhecimentos.

É importante enfatizar que nossos Colégios Militares serão “formalmente” inclusivos a partir de 2018, mas já possuem, há algum tempo, alunos com necessidades educacionais especiais, que são atendidos com algumas ações adaptativas, viabilizando o bom e adequado seguimento no ano escolar.

(CCOMSEX/FM)

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