Comando Militar do Oeste comemora 34 anos de criação

15 de outubro de 2019 é uma data histórica para o Comando Militar do Oeste (CMO), há 34 anos ocorria sua criação (1985). Data que foi lembrada na manhã de terça-feira, 8 de outubro, no Forte Pantanal, em uma solenidade no Campo de Parada General Plínio Pitaluga.

Na oportunidade, personalidades civis e militares, que se destacaram pela amizade e cooperação em atividades desenvolvidas pelas organizações militares do Comando Militar do Oeste, foram agraciadas com o Diploma de “Amigo do CMO”.

“Para o cumprimento de nossas missões, contamos com o apoio inestimável de inúmeras pessoas e instituições que, de forma anônima ou ostensiva, nos auxiliam em nossas tarefas. Não há como citar ou agradecer a todos, como merecem ou gostaríamos. Resta-nos reverenciar aos que hoje recebem o Diploma de Amigo do CMO e, por meio deles, agradecer aos que nos auxiliam em nosso labor diário”, disse o Comandante Militar do Oeste, General de Exército Lourival Carvalho Silva.

Antes de finalizar a formatura comemorativa, o General Carvalho também agradeceu e parabenizou a todos os integrantes e ex-integrantes do CMO pela excelência do trabalho realizado.

Histórico do CMO

A História do Comando Militar do Oeste é a própria história da presença militar do Exército na Fronteira Oeste. Com a fundação da Capitania de Mato Grosso em 1748, por desmembramento da Capitania de São Paulo, o 1o Capitão-General nomeado – Dom Rolin de Moura Tavares – chegou àquelas paragens com uma Companhia de Dragões. Esta tropa de cavalaria destinava-se a guarnecer as novas fronteiras conquistadas pelos bandeirantes. Aí está o início da presença militar na Fronteira Oeste, embrião do futuro Comando Militar do Oeste.

Em 1752, foi criada a 1a capital da Capitania: Vila Bela da Santíssima Trindade, na margem do Rio Guaporé (Cuiabá só viria a se tornar capital em 1835). Em 1754, por proposta de Alexandre de Gusmão – secretário do Rei de Portugal e para delimitar as terras portuguesas e espanholas definidas pelo Tratado de Madri de 1750 foi instalado o “Marco do Jauru” na confluência do Rio Jauru com o Rio Paraguai. Hoje, o Marco, que é uma das figuras no símbolo do CMO, encontra-se localizado na praça central de Cáceres.

Por orientação do Marques de Pombal, para consolidar os termos do Tratado de Madri, em 1766, o Governador da Capitania – Morgado de Mateus – decidiu implantar na margem do Rio Iguatemi, a Colônia de Nossa Senhora dos Prazeres (Forte Iguatemi). O Forte foi destruído onze anos depois pelos espanhóis.

Em 1771, o Capitão da cavalaria portuguesa Dom Luiz de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres foi nomeado “Governador e Capitão-General do Mato Grosso e Cuiabá”, constituindo-se no 4o Governador da Capitania.

Mello e Cáceres iniciou a defesa das fronteiras contra incursões externas, criando Fortes e lançando as sementes da povoação, tais como: o Presídio (na época, denominação de fortaleza) de Coimbra fundado em 1775, o qual mais tarde veio a denominar-se Forte de Coimbra e o Forte Príncipe da Beira em 1776. O Forte de Coimbra proporcionou as condições de segurança favoráveis para a instalação de três praças fortificadas: Albuquerque, que deu origem a Corumbá; Mondego, que originou Miranda; e Vila Maria, a atual Cáceres.

Por intermédio do Decreto Real de 1o de outubro de 1821, o Príncipe Regente Dom Pedro criou o “Governo das Armas da Capitania de Mato Grosso”. No ano seguinte, com a Independência, este comando militar passou a chamar-se “Governo das Armas da Província de Mato Grosso”, sendo considerado como origem da 9a Região Militar.

No final do século XIX a República foi proclamada e com ela novas mudanças surgiram no dispositivo militar da Fronteira Oeste, passando por sucessivas transformações até chegar ao CMO da atualidade: 7o Distrito Militar em 1891; 13a Região de Inspeção Permanente em 1908; 1ª Circunscrição Militar em 1915; 9a Região Militar em 1934; 9a RM/9a DE em 1980; CMO/9a RM/9a.DE em 1985 (criação do CMO); CMO/9a DE em 1989 (desmembramento da 9a RM); e CMO propriamente dito em 2005.

Outros acontecimentos e personagens relevantes da presença militar na Fronteira Oeste a honrar a história do Comando Militar do Oeste tiveram destaque num passado mais recente. No início do século XX, o Marechal Rondon, nascido em Mimoso – Distrito de Santo Antonio do Leverger/MT, partindo de Aquidauana, percorreu as terras e os rios que cortam a imensa região Oeste do Brasil com seu inestimável trabalho de consolidação das fronteiras e integração territorial e humana das diversas tribos indígenas que habitavam aqueles rincões.

Posteriormente, em 1932, no contexto da Revolução Constitucionalista de São Paulo, o General Bertoldo Klinger, então comandante da 1a Circunscrição Militar em Campo Grande (futura 9a RM), liderou elementos de tropas sul-mato-grossenses em apoio aos revolucionários e criou o Estado de Maracaju, aproximadamente o atual Mato Grosso do Sul, vindo a empossar o Prefeito de

Campo Grande Dr. Vespasiano Barbosa Martins, como Governador. Com o insucesso da Revolução, o Estado criado à revelia da Federação foi desfeito, mas continuou latente a aspiração regional pela divisão de Estados, posteriormente concretizada pelo Presidente Geisel em 1977.

O Comando Militar do Oeste se orgulha não só pela consciência de conduzir nos ombros sua missão constitucional, mas, sobretudo, o legado cívico e moral de sua gloriosa história nessa rica e estratégica parcela do território nacional. Após lançar o olhar ao passado e dar um salto no tempo, verificamos o valor e o legado da presença militar na Fronteira Oeste.

(CECOMSEX/FM)

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