Comemorações dos 123 anos do Cerco da Lapa

Comemorações dos 123 anos do Cerco da Lapa

Lapa (PR) – O 15º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (15º GAC AP), Grupo General Sisson, promoveu uma série de eventos, entre os dias 30 de janeiro a 11 de fevereiro, todos voltados às comemorações dos 123 anos do episódio do Cerco da Lapa.

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Inicialmente, de 30 de janeiro a 10 de fevereiro, realizou-se uma exposição fotográfica, na 5ª Divisão de Exército (5ª DE), localizado em Curitiba (PR), que foi dividida em três partes: “O Cerco”, com imagens diversas da época do episódio militar; “A Lapa”, com o foco da cidade da Lapa, sua gastronomia, cultura e tradições; e “O Exército Brasileiro e a Lapa: 15º GAC AP”, que teve uma parte voltada à evolução histórica da presença do Exército Brasileiro na cidade, com a criação do Grupo General Sisson.

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A abertura solenidade de abertura da exposição contou com a presença de dois chefes de renomados e tradicionais restaurantes lapeanos, que promoveram uma degustação da culinária local, além de autoridades civis e militares e convidados.

No dia 08 de fevereiro, no auditório da 5ª DE, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, Desembargador Paulo Hapner, e o Historiador Kalil Assad proferiam uma palestra, versando sobre os 123 anos do Cerco da Lapa. O Desembargador ambientou o público sobre o contexto da Revolução Federalista, enquanto o Historiador aprofundou as discussões sobre o Cerco propriamente dito, com destaque para a liderança e a bravura do General Gomes Carneiro, Comandante das Forças que lutaram nesse episódio. Estiveram presentes nessa apresentação oficias e praças da 5ª DE, militares da reserva pró-ativa e autoridades civis e militares da Lapa e de Curitiba.

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Na sequência, no dia 09 de fevereiro, na histórica cidade da Lapa (PR), o Comandante da 5ª DE presidiu, juntamente com o prefeito e outras autoridades civis e militares, uma formatura cívico-militar em homenagem aos Heróis da Lapa. O evento ocorreu no “Panteon dos Heroes”, onde estão depositados os restos mortais de Gomes Carneiro e demais combatentes que pereceram defendendo a República. No período da noite, a Banda de Música da 5ª DE apresentou-se no centenário teatro São João, que data de 1876 e que funcionou como um hospital de campanha durante o Cerco da Lapa. A apresentação teve grande presença da sociedade lapeana.

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Ocorreu, ainda, finalizando as comemorações, uma encenação histórica, “Lágrimas de uma Guerra”, no centro histórico da cidade, dirigida por integrante do 15º GAC AP e encenada por mais de 150 participantes, civis e militares. Por meio da arte cênica, a peça procurou mostrar as dificuldades vividas pela população local durante os 26 dias de cerco, com ênfase para sua garra, coragem e a união entre civis e militares em prol dos ideais pátrios. Teve destaque, no evento, a inclusão social, com a participação de surdos na encenação e a tradução para a língua de sinais (LIBRAS) por um integrante da organização militar.

Uma história de garra, união e patriotismo

No contexto da Revolução Federalista, o episódio do Cerco da Lapa destaca-se como um dos grandes responsáveis pela manutenção da legalidade republicana no final do século XIX.

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Ao término de 1893, a pequena e pacata cidade da Lapa, ponto de parada de tropeiros, viu-se sitiada pelas tropas federalistas de Gumercindo Saraiva, comandante dos “maragatos”. Por 26 dias, com um efetivo três vezes menor, que incluía mulheres e crianças, os “pica-paus” (republicanos), liderados pelo Gen Gomes Carneiro, resistiram, heroicamente, às investidas do adversário.

A resistência lapeana evidenciou, com clareza, o resultado vitorioso da união de civis e militares, irmanados pela manutenção dos valores nacionais e da legalidade. Sua bravura e sua garra, durante a heroica resistência, detiveram a impulsão do avanço federalista, permitindo ao Marechal Floriano Peixoto, então Presidente da República, barrá-los em São Paulo.

O 15º GAC AP como guardião das tradições 

Atualmente, o 15º GAC AP é o guardião das tradições e do legado dos Heróis da Lapa, tendo, em seus quadros, militares que descendem diretamente daqueles que pereceram, defendendo a legalidade republicana. Segundo dizia o Gen Gomes Carneiro: “Há uma só ordem: resistência a todo transe!”.

CCOMSEX/ FM)

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