Conheça a história de aluna da EPCAR: `Receber as insígnias foi muito gratificante´

Alunos ainda enfrentam saudade de casa e convivência intensa com colegas de diversas culturas

O orgulho de vestir o azul está estampado nos olhos da aluna do primeiro ano da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), Olga Voese Cordeiro. A vida da adolescente de 17 anos foi marcada por vários episódios que fizeram com que a palavra “obstáculo” não existisse em seu dicionário, sendo substituída por “persistência” – que sempre falou mais alto.

Aos nove anos de idade, Olga começou a estudar em um Colégio Militar, em Curitiba (PR), e, a partir daí, conheceu o significado de civismo. Foi lá que começou a desenvolver os valores inerentes à vida militar, aprendeu a cantar o Hino Nacional e se apaixonou pelo Brasil. “Passei muito tempo sem saber o que é ser brasileira e o significado de Pátria. Hoje, a única coisa que eu quero é servir meu País”, ressalta a Aluna Olga.

Aprovada no Exame de Admissão ao Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR 2018), dentro das vagas previstas para mulheres, Olga não imaginava que enfrentaria vários desafios. Nos 20 primeiros dias de adaptação, passou por atividades físicas, instruções de ordem unida, aulas de regulamentos da Aeronáutica e conduta militar. Mas a maior dificuldade foi a convivência com os outros 179 alunos. “Eu não imaginava que conviveria 24 horas por dia com pessoas de diferentes costumes, regiões e culturas. No início foi difícil, mas agora eu os vejo como irmãos”, conta. Após esse período, os alunos continuam com as instruções militares e o Ensino Médio regulamentar.

Olga explica que não há tratamento diferenciado entre os gêneros dentro da Escola, mas que existe sim muito companheirismo. “Sendo aluna de uma escola militar, eu me sinto inovadora. Todas as mulheres que têm o sonho de fazer parte dessa família devem ter o seu espaço conquistado. Somos todos unidos e sempre um ajudando o outro, inclusive os alunos das outras turmas”, destaca.

A emoção tomou conta do Pátio da Bandeira da Escola quando ela e os demais alunos receberam a platina, após dias incansáveis de treinamento para a solenidade. “Passar o período de adaptação com tantas atividades, saudade de casa não foi fácil. Receber as nossas tão sonhadas insígnias foi muito gratificante. Ouvir dos nossos superiores que eles sentem orgulho de nós me faz ter mais força para chegar ao meu objetivo: ser aviadora”, revela a aluna.

“Phoenix” foi o nome escolhido pela nova turma do Primeiro Esquadrão da EPCAR. A designação faz referência à ave mitológica que se consumiu em chamas ao final de sua vida, renascendo de suas próprias cinzas, considerada símbolo de esperança, persistência e transformação.

Foto: CECOMSAER/Sargento Bruno Batista

(CECOMSAER/FM)

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