Corveta “Imperial Marinheiro” despede-se das atividades militares e será convertida em um Navio-Museu

Corveta “Imperial Marinheiro” despede-se das atividades militares e será convertida em um Navio-Museu

A Corveta “Imperial Marinheiro” (V15) despediu-se das atividades militares no dia 5 de agosto. A Cerimônia de Mostra de Desarmamento do navio foi realizada no Cais da Estação Naval do Rio Grande (RS) e foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Wilson Barbosa Guerra. O casco da Corveta será convertido em Navio-Museu, mantendo sua subordinação ao Comando do 5º Distrito Naval (DN).

Tripulação realiza último Cerimonial à Bandeira a bordo do Navio
Tripulação realiza último Cerimonial à Bandeira a bordo do Navio

Mostra de Desarmamento é a cerimônia na qual se encerra ou se interrompe a vida militar de um navio da Armada, por motivo de baixa, definitiva ou temporária. Após o encerramento desse ato, foi lavrado e assinado pelas autoridades presentes um termo circunstanciado, do qual constam a data e o local do Desarmamento; o ato e o motivo da desincorporação; o nome da Organização Militar que passará a ser responsável pelo navio; os nomes de todos os ex-Comandantes do navio; as operações ou comissões de guerra de que o navio tenha participado; e o total de milhas navegadas e dias de mar.

A partir de agora, será iniciada a transformação da Corveta em um Navio-Museu. A proposta foi feita pela Universidade Federal de Rio Grande, que mantém um Museu Náutico em um dos armazéns do Porto Histórico do Município. Rio Grande será a terceira cidade no Brasil, depois do Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA), a receber um Navio-Museu.

A Corveta foi o terceiro navio a serviço da Marinha do Brasil a ostentar o nome “Imperial Marinheiro”, título que homenageia imperiais marinheiros que têm na figura do rio-grandino Marcílio Dias o seu maior símbolo de bravura e dignidade. Construído na Holanda, o navio foi o primeiro de um total de dez produzidos. Teve sua quilha batida em 26 de outubro de 1953, sendo lançado ao mar em 19 de novembro de 1954 e incorporada à Armada no dia 18 de junho de 1955.

Ao longo desses 70 anos em atividade, ficou subordinada, inicialmente, ao antigo Comando da Flotilha de Submarinos, como Navio de Apoio a Submarinos. Em abril de 1969, passou à subordinação do Comando do 1º DN, onde se destacou em diversas Patrulhas Navais, salvamentos e reboques, recebendo, pela primeira vez, o título de Navio de Socorro do Ano de 1970.

Autoridades lavraram um termo circunstanciado após a cerimônia
Autoridades lavraram um termo circunstanciado após a cerimônia

Em junho de 1984, passou à subordinação do Comando do 5º DN. A partir de então, a Corveta “Imperial Marinheiro” dedicou-se aos mares do sul, realizando comissões nacionais e internacionais, além do apoio à Copa do Mundo de 2014. Operativa até o fim, recebeu pela última vez o prêmio de Navio de Socorro do Ano em 2013. Com 56 metros de comprimento e capacidade para transportar mais de 900 toneladas, totalizou a expressiva a marca de 3.538 dias de mar e 580.783,12 milhas náuticas navegadas.

(CCSM/ FM)

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One thought on “Corveta “Imperial Marinheiro” despede-se das atividades militares e será convertida em um Navio-Museu

  1. Me apoderou de lembranças, recordações fixadas de saudades ao vislumbrar, depois de anos a imagem da Corveta Imperial Marinheiro. Foi meu primeiro navio a servir como grumete, em 1958. As lembranças são enormes. Permitam dizer: foi nela que conheci o 2º Tenente Gondim, que anos depois, como Capitão de Corveta, Comandou da Escola de Sargento, ocasião que fui aluno. Devo-lhe homenagem e gratidão por uma sua decisão que corroborou pelo meu êxito na formatura de Sargento. Obrigado Comandante Gondim

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