Curso aumenta capacidade brasileira de resposta médica a emergências

Curso aumenta capacidade brasileira de resposta médica a emergências

Simulação de incidentes graves com dezenas de vítimas fez parte do treinamento

Pela manhã, uma bomba explodiu dentro de um ônibus lotado. À tarde, uma sala de apoio técnico a atletas foi alvo de contaminação química. Parece muita tragédia num dia só, mas foram apenas simulações para treinamento de 49 médicos e enfermeiros do Primeiro Curso de Resposta Médica a Desastres Naturais e Antropogênicos (causados pelo homem).

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O exercício ocorreu na Vila Militar de Deodoro, Rio de Janeiro (RJ), na quinta-feira (03/11). A iniciativa foi do Ministério da Defesa de integrar Forças Armadas, Forças Auxiliares e instituições envolvidas em socorro e gestão de risco (Defesa Civil Estadual e Municipal do Rio de Janeiro, Bombeiros, Secretaria de Saúde e Ministério da Saúde) em um curso de reposta médica que despertará a “inteligência em saúde” no Brasil.

“Esse conceito trata de uma visão ampla da tragédia, em que o médico busca hipóteses sobre as causas dos desastres e pode, por exemplo, acionar equipes de segurança para impedir novas ameaças no local”, explica a Tenente-Coronel Médica do Exército Carla Maria Clausi, uma das coordenadoras do treinamento.

O curso permitiu também que as instituições definissem protocolos de atendimento para atuarem juntas em desastres com múltiplas vítimas. Além disso, cerca de 20 organizações envolvidas na simulação treinaram seus profissionais das áreas de saúde, segurança, defesa química, biológica, radiológica e nuclear (QBRN), transporte e policiamento.

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Os gestores da resposta médica desempenham funções no sistema de comando da operação de resgate, na área de triagem das vítimas, na destinação dos feridos, no acionamento dos meios (ambulâncias especializadas, helicópteros, vagas em hospital específico), na coordenação do policiamento e controle de trânsito.

Presença da FAB

Sete médicos da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram do curso. Para o treinamento, a FAB destinou uma ambulância do Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG), um helicóptero do Esquadrão Puma (3º/8º GAV) (capacitado a transportar vítimas de contaminação QBRN) e o Módulo de Alimentação a Pontos Remotos (MAPRE), com suas equipes. Militares do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica fizeram parte da comissão de atendimento à imprensa.

De acordo com o Major Médico Dalton Muniz, do Hospital Central de Aeronáutica (HCA), “um dos pontos altos do curso foi a integração e o conhecimento mútuo entre os profissionais que poderão atuar juntos no gerenciamento de resgate a vítimas de desastres”.

Medicina Operativa

Projeto estratégico do Ministério da Defesa, o Centro Integrado de Medicina Operativa das Forças Armadas será construído até 2021. A cidade-sede ainda não está definida, mas o primeiro passo em direção a essa meta foi a realização do Curso de Resposta Médica a Desastres Naturais e Antropogênicos.

O curso não foi realizado como preparação às Olimpíadas 2016. “O objetivo é estar preparado para desastres naturais ou antropogênicos que ocorram em qualquer época, O foco nas Olimpíadas reduziria o alcance e a permanência da iniciativa”, declarou o Ministro da Defesa, Aldo Rebelo, presente na simulação.

(CECOMSAER/ FM)

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