Defesa e Saúde realizam ação conjunta para atendimento a 17 etnias indígenas do Alto Rio Juruá

Brasília (DF) - Com apoio logístico do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB), indígenas de 17 etnias do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Alto Rio Juruá receberam atendimento médico em diversas especialidades. A ação conjunta entre os Ministérios da Saúde e da Defesa, em parceria com a Organização Não Governamental (ONG) Expedicionários da Saúde (EDS), possibilitou a realização da 39ª Expedição da Saúde, na Aldeia Morada Nova, em Feijó (AC). Entre os dias 25 de outubro e 05 de novembro, foram realizados mais de 4 mil atendimentos, 400 cirurgias, e mais de 5 mil exames e procedimentos médicos.

O acesso à região é difícil e as necessidades de transporte foram supridas pelas Forças Armadas: Exército (61º Batalhão de Infantaria de Selva/17ª Brigada de Infantaria de Selva) e Força Aérea (1º Esquadrão do 2º Grupo de Transporte/Ala 11 e 1º Esquadrão do 9º Grupo de Aviação e 7º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação/ Ala 8), numa operação que envolveu mais de 30 militares.

“As Forças Armadas têm a expertise logística para atuar na região amazônica e é muito gratificante participar de uma ação que leva assistência em saúde para populações que vivem em locais de tão difícil acesso, porque as ações sociais também são uma vocação das Forças Armadas”, afirmou o coordenador da Seção de Operações Complementares da Subchefia de Operações do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), o coronel da FAB John Kennedy Menescal.

Marcia Abdala, coordenadora-geral da ONG Expedicionários da Saúde manifestou o agradecimento a todos os participantes na ação. “Estamos felizes e realizados. Obrigada a todos que contribuiram para esse excelente resultados”, disse.

Na Aldeia Morada Nova foi montada uma unidade hospitalar. Para isso, as Forças Armadas realizaram o transporte de voluntários, pacientes e também de 15 toneladas de equipamentos, incluindo geradores. Todos os 301 trabalhadores do DSEI Alto Rio Juruá (médicos, agentes indígenas de saúde e de saneamento), além de técnicos da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), estiveram envolvidos na ação. O foco dos atendimentos foram as cirurgias de catarata e de hérnia, mas também outros procedimentos foram realizados como consultas ginecológicas e pediátricas.

“O próprio Ministério da Saúde, em coordenação com a ONG Expedicionários da Saúde, manteve esse equipamento todo em Manaus. Então, o Exército, por meio dos caminhões de grande porte, levaram esse equipamento, basicamente a base modular e geradores. O Exército apoiou no transporte terrestre e fluvial”, explicou o coronel Menescal. Foram montados módulos de consultórios e salas cirúrgicas.

Segundo o coordenador da Defesa, a Força Aérea, por meio de aeronaves e helicópteros, atuou no transporte da população indígena e das equipes médica e técnica, além de materiais.

O Esquadrão Condor (1º/2º GT) foi responsável pelo transporte dos médicos voluntários entre Campinas (SP) e Rio Branco (AC), e a Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) emprestou uma balsa com empurrador e tripulação para viabilizar o deslocamento de materiais em um trecho fluvial entre Urubuquara e Iauretê.

O Esquadrão Arara (1º/9º GAV), que opera o C-105 Amazonas, e o Esquadrão Harpia (7°/8° GAV), com os helicópteros H-60 Black Hawk, ambos sediados em Manaus (AM), também estiveram envolvidos na ação.

A ação conjunta entre os ministérios recebeu investimentos públicos e privados, como o apoio das prefeituras de Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Feijó, a doação de medicamentos por empresas farmacêuticas, a ajuda dos caciques (chefes das aldeias) e de outros trabalhadores do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Juruá.

Com informações do Exército e da FAB

Fotos: ONG Expedicionários e Divulgação 61º BIS

(MD ASCOM/FM)

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