Dia das Comunicações

COMUNICACOES EXER 2A Arma de Comunicações do Exército Brasileiro apareceu, primeiramente, na Guerra da Tríplice Aliança, quando foi utilizado, pela primeira vez, o  telégrafo de campanha. As experiências vividas naquele conflito trouxeram à tona a importância da utilização dos novos meios de comunicações na coordenação dos combates.

Durante a atuação da Força Expedicionária Brasileira, na 2ª Guerra Mundial, a 1ª Companhia de Transmissões foi a responsável por instalar, explorar e manter as ligações da tropa brasileira no campo de batalha em terras italianas. A necessidade desse tipo de apoio ao combate ficou evidente e contribuiu para a criação da Arma de Comunicações, no dia 25 de agosto de 1956, tendo sido escolhido, posteriormente, como patrono, o insigne Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.

Rondon nasceu em 5 de maio de 1865, na cidade de Mimoso, estado do Mato Grosso. Iniciou seus estudos aos sete anos e, aos 16, assentou praça no 3º Regimento de Artilharia a Cavalo. Graduou-se em Matemática e Ciências Naturais e Físicas em 1890 e, logo após, recebeu a nobre missão de integrar o território nacional.

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Como componente da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas, explorou os sertões do Mato Grosso em 1892. Seu lema: “Morrer se preciso for, matar nunca”, foi colocado à prova em inúmeros contatos com povos indígenas, pouco conhecidos até então. Em 1912 foi promovido ao posto de Coronel, após pacificar os índios Caingangues no noroeste paulista. Fruto de sua experiência no trato com indígenas, ainda em 1913, Rondon passou a cuidar dos direitos dos índios e foi o mentor da criação do Serviço Nacional de Proteção ao Índio. De 1927 a 1930, foi responsável por inspecionar as fronteiras do Brasil, do Oiapoque, no extremo norte, até a divisa da Argentina com o Uruguai. Seu trabalho e dedicação foram devidamente reconhecidos pelo Congresso das Raças em Londres, no qual foi ressaltado que sua obra deveria ser imitada para honra da Civilização Mundial. Em 1956, foi promovido ao posto de Marechal, pelo Congresso Nacional, e, em sua homenagem, o Estado, até então, chamado Guaporé foi rebatizado e recebeu o nome de Rondônia.

Rondon faleceu em 1958, aos noventa e dois anos de idade e, em 1963, foi homenageado om a designação de patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro.

A missão da Arma do Comando, como são conhecidas as Comunicações, é instalar, explorar e manter os sistemas de comunicação dos diversos escalões de comando, permitindo que as ordens sejam transmitidas e cumpridas com eficiência.

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SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) e a Defesa Cibernética. A crescente importância da Guerra Eletrônica tem imposto, aos herdeiros de Rondon Grandes desafios, visando obter o controle do espectro eletromagnético.

O militar de Comunicações mostra um espírito empreendedor e dinâmico, procurando aperfeiçoar-se continuamente. Cabe a ele enfrentar os desafios trazidos pelas constantes inovações tecnológicas.

Os Comandantes, no campo de batalha, necessitam continuamente de dados confiáveis obre as capacidades de suas próprias forças e as das forças inimigas.

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Na atual conjuntura, o Exército Brasileiro tem priorizado a aquisição de meios de comunicação modernos e se dedica à realização de projetos extremamente relevantes para a Força, tais como o preparar-se com tenacidade, dedicação, abnegação e altruísmo para a coordenação e o controle de operações militares em um ambiente em que as comunicações se fazem cada dia mais presentes e imprescindíveis para a vitória.

Inspirados na figura de seu patrono, esses silentes guerreiros de comunicações prosseguem sempre na missão de servir.

“Quando soa a metralha, ou o ronco dos canhões, nos céus da Pátria ecoa, teu nome comunicações!”

(CECOMSEX/ FM)

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