Dia do Peacekeeper é comemorado no batalhão brasileiro no Haiti

Dia do Peacekeeper é comemorado no batalhão brasileiro no Haiti

Porto Príncipe, 29/05/2015 – O Dia Internacional do Peacekeeper também foi celebrado na sexta-feira (29/05) pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) na Base General Bacellar, do Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabat).

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Batalhão brasileiro no Haiti comemora o Dia Internacional do Peacekeeper

Os soldados da paz brasileiros participaram da cerimônia presidida pelo primeiro-ministro haitiano, Evans Paul, com a presença da representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, Sandra Honoré, e do Force Commander, general José Luiz Jaborandy Júnior.

A abnegação dos capacetes azuis e a dedicação em serviço da paz foram destacadas nos discursos das autoridades à tropa. Também foram feitas homenagens aos peacekeepers que perderam as vidas nas missões de paz ao redor do mundo.

No encerramento da formatura, a Polícia Nacional Haitiana fez demonstração do uso de bicicletas em patrulhamento e do adestramento de cães para a localização de substâncias perigosas e drogas.

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Polícia Nacional Haitiana demonstra uso de bicicletas em patrulhamento

Desde 1948, foram estabelecidas 71 operações de manutenção da paz. Mais de um milhão de capacetes azuis trabalharam nessas missões. Atualmente, cerca de 125 mil militares, policiais e civis de praticamente todos os países do mundo trabalham pela paz sob a bandeira das Nações Unidas.

Sobre a Minustah (Haiti)

Há quase 11 anos, o Brasil comanda a força de paz no Haiti, que tem a participação de tropas de outros 15 países, mantendo na ilha um efetivo total de cerca de 1.343 capacetes azuis das Forças Armadas brasileiras. No momento, a tropa passa por rodízio semestral, que vai até o próximo dia 7 de junho, com 970 militares.

A participação dos militares brasileiros é reconhecida pelo povo haitiano e por autoridades internacionais pela desenvoltura com que combinam funções militares, como o patrulhamento, com atividades sociais e de cunho humanitário.

A presença da Minustah assegurou a realização de eleições presidenciais em 2006 e 2010, com passagem pacífica do poder. A missão da ONU também atuou no esforço de reconstrução do Haiti após o terremoto devastador de janeiro de 2010.

Em coordenação com a ONU e com os países da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) que integram a missão, o Brasil projeta a retirada gradual de suas tropas, à medida que o governo haitiano demonstre disposição e capacidade de garantir a segurança do país.

A Minustah foi criada por resolução do Conselho de Segurança da ONU, em fevereiro 2004, para restabelecer a segurança e normalidade institucional do país após sucessivos episódios de turbulência política e violência, que culminaram com a partida do então presidente, Jean Bertrand Aristide, para o exílio.

(MD ASCOM/ FM)

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