Dia Internacional dos Peacekeepers é comemorado em Brasília

Brasília, 28/05/2018 - Nesta segunda-feira (28), foi comemorado o Dia Internacional dos Peacekeepers das Nações Unidas na sede do Comando Militar do Planalto, no Setor Militar Urbano, em Brasília (DF). A cerimônia foi realizada pelo Ministério da Defesa (MD), por intermédio da Subchefia de Operações de Paz, em coordenação com os Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O evento contou com a presença do ministro da Defesa, interino, Joaquim Silva e Luna, que, na ocasião, ressaltou a importância da comemoração.

“É uma data bastante relevante, principalmente para o Brasil. O país tem mais de 270 militares empregados em missões de paz. Estamos participando hoje no Líbano e estivemos 13 anos no Haiti, deixando um histórico bastante significativo”, disse. Para ele, é importante a ideia de o país ser mantenedor de paz. “O Brasil hoje é um garantidor de paz, pelo nosso espírito solidário, dentre outras características. Estamos aqui para celebrar o dia e homenagear aqueles que deram seu sangue, seu suor e até suas vidas”, ressaltou. https://www.defesa.gov.br/relacoes-internacionais/missoes-de-paz/o-brasil-na-minustah-haiti Em discurso, o ministro reforçou que “mais difícil que ganhar a guerra, é ganhar a paz” e relembrou missões históricas. Atualmente, o país integra 10 diferentes missões das Nações Unidas. Além do desfile da tropa, houve desfile com ex-mantenedores da paz em continência ao ministro da Defesa. Na cerimônia, foi realizada, ainda, uma homenagem aos militares falecidos em missões das Nações Unidas. O chefe de gabinete do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), vice-almirante Flavio Macedo Brasil, valorizou a participação das tropas brasileiras. “Desde 2011, o Brasil assumiu o comando da componente naval dentro da missão da UNIFIL (Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano) e temos orgulho de estar participando desta missão. É uma confiança grande que a ONU deposita nas nossas Forças Armadas”, pontuou. O vice-almirante foi comandante da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL, entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016. O vice-chefe do Departamento de Engenharia e Construção, do Exército, general Júlio César de Arruda participou da cerimônia. Ele foi observador militar em Angola em 1994. “Até hoje guardo com muita satisfação e com muita lembrança o que fizemos lá. O mais importante de tudo foi a solidariedade e a oportunidade de levar paz para o povo angolano”, comentou. O major-brigadeiro Sergio Roberto de Almeida, chefe da subchefia de assuntos Estratégicos da Aeronáutica foi observador militar na Iugoslávia, em 1996, e se orgulha da atuação dos brasileiros. “É fundamental que a gente valorize esta participação, que é uma atividade de risco”, explicou. Estiveram presentes no evento o comandante geral do Pessoal da Aeronáutica, tenente -brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez; o vice-chefe do Estado-Maior da Armada, vice-almirante Marcos Silva Rodrigues – representando o comandante da Marinha -; o vice-chefe do Departamento de Engenharia e Construção, general Júlio César de Arruda – representando o comandante do Exército-; oficiais generais das três Forças, autoridades civis e militares, e ex-integrantes de missões de paz das Nações Unidas da ativa e da reserva. Peacekeepers Os Peacekeepers, mantenedores da paz das Nações Unidas, são homens e mulheres conhecidos mundialmente como “capacetes azuis ou boinas azuis”, que participam de forças militares multinacionais instituídas pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a aprovação e objetivos designados pelo Conselho de Segurança das ONU. Os militares atuam em zonas de conflito armado para promover a paz. A participação brasileira nas Operações de Paz, com tropa, teve seu início em 1956, com o envio do Batalhão de Infantaria de Força de Paz, Batalhão Suez, para integrar a 1ª Força de Emergência das Nações Unidas (UNEF I), no conflito árabe-israelense, junto à Faixa de Gaza. Posteriormente, contingentes brasileiros estiveram em Moçambique, Angola, Timor Leste e, recentemente, no Haiti, onde permaneceram por 13 anos. Atualmente, a presença de uma Nau Capitânia, na Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano é a única participação brasileira com tropas, cerca de 200 militares, no cenário das missões de paz da ONU. Por Mariana Areias Fotos: Tereza Sobreira/MD (MD ASCOM/FM)

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