Dilma e Aldo visitam obras no centro de controle do 1º satélite brasileiro de defesa

Brasília, 23/03/2016 – A Presidenta Dilma Rousseff, o Ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e o ministro das Comunicações, André Figueiredo, visitaram na quarta-feira (23) as obras de infraestrutura de solo para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e das Comunicações (MC). Este será o primeiro equipamento do tipo totalmente controlado pelo governo brasileiro, com previsão de lançamento em órbita entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.

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“Esse satélite vai cobrir o Brasil em suas áreas mais remotas, conectando banda larga. É uma conquista para o Brasil. É importante ressaltar que é um patamar tecnológico que nós temos de alcançar, não só lançar o satélite, mas num segundo momento, sermos capazes de produzir, aqui no Brasil, esses equipamentos”, ressaltou a presidenta Dilma durante a visita.

O ministro Aldo Rebelo reforçou que, com o equipamento, o Brasil vai ganhar maior segurança nas comunicações militares e estratégicas. “O satélite, por ser operado a partir de bases nacionais, oferece segurança para a conexão ligada à área de defesa. Ou seja, o Brasil terá, com esse satélite, as suas condições de defesa nacional ampliadas e asseguradas. Além disso, o satélite vai democratizar o acesso à internet, ao oferecer conexão em todo o território nacional”, afirmou Aldo.

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Instalada dentro do 6º Comando Aéreo Regional (VI COMAR) da Aeronáutica, em Brasília, a antena de comunicação com o satélite – que tem 18 metros de altura e 13m de diâmetro – será utilizada para controlar remotamente o satélite. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. Uma segunda antena auxiliar no comando do satélite também será montada em outro centro de operações, também localizado dentro de uma instalação militar, no Rio de Janeiro.

O satélite vai operar na chamada banda X, uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a cerca de 25% da capacidade total do satélite. Hoje, as comunicações militares brasileiras são realizadas por meio do aluguel da banda X em dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o SGDC já estiver operando, o MD vai manter somente um desses contratos com operadores privados, apenas como garantia em caso de possíveis falhas no SGDC.

Além da economia de recursos, o lançamento do satélite vai possibilitar ao Ministério da Defesa reforçar seu Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) com mais 288 MHz de largura de banda, além do aumento de cobertura e potência de transmissão.

O equipamento também será utilizado pelo Governo Federal, por meio da Telebras, para levar internet em alta velocidade a regiões remotas do País, como a Amazônia, dentro das ações do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pelo Ministério das Comunicações.

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O SGDC

O satélite está sendo fabricado em Cannes, na França, e começou a ser construído em janeiro de 2014. O lançamento, organizado pela empresa Arianespace, ocorrerá na base de lançamento de Kourou, na Guiana Francesa. A construção do equipamento está sendo feita pela Thales Space, sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a Telebras – estatal federal do setor de telecomunicações – e a Embraer – empresa privada líder nos setores aeroespacial e de defesa.

A criação da Visiona, em 2012, corresponde a uma das ações selecionadas como prioritárias no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para atender aos objetivos e às diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) e da Estratégia Nacional de Defesa (END).

Fotos: Gilberto Alves/MD

(MD ASCOM/ FM)

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