Duzentos militares brasileiros embarcam para missão da ONU no Líbano

Contingente de militares brasileiros se juntará à Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, sob o comando da Marinha do Brasil desde 2011.
Confira nesta reportagem especial em vídeo do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

 

No dia 28 de janeiro, 200 militares brasileiros embarcaram no Rio de Janeiro para integrar a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

O contingente se juntará à Força-Tarefa Marítima (FTM) da missão, criada em 2006 para ajudar na proteção dos mares libaneses.

A viagem levará cinco semanas, com três paradas ao longo do trajeto – em Natal (RN), em Cabo Verde, país da costa africana, e no sul da França. Os militares servirão no Líbano por seis meses. A viagem de retorno ao Brasil levará mais cinco semanas. A fragata Independência, navio que transportará o destacamento, passou por uma preparação de seis meses para a missão.

Capitão de fragata Marcelo Lancellotti na proa da fragata Independência. Foto: Luise Martins/UNIC Rio

Capitão de fragata Marcelo Lancellotti na proa da fragata Independência. Foto: Luise Martins/UNIC Rio

“A Marinha do Brasil dá todo o suporte ao Comandante da Força-Tarefa Marítima (FTM), contribuindo para que as tarefas inerentes à missão sejam cumpridas e, participativamente, junto aos outros seis navios, no patrulhamento diário”, disse o capitão de fragata Marcelo Lancellotti, comandante da fragata Independência.

A Força-Tarefa Marítima, na qual o contingente irá se juntar, tem como objetivo ajudar a marinha libanesa no monitoramento costeiro da região, prevenindo a entrada de armas e outras atividades e materiais ilícitos na área.

Desde 2011, as atividades da FTM são comandadas pela Marinha do Brasil. Hoje, as operações contam com a participação de navios de outros cinco países, além do Brasil: Alemanha, Grécia, Turquia, Indonésia e Bangladesh.

“Nós esperamos que, com esta participação, o Brasil possa fortalecer a sua parceria com a ONU, para contribuir para acabar com a guerra e para manter a paz em diferentes partes do mundo”, diz Maurizio Giuliano, diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Saudades intercontinentais

Somando os períodos de deslocamento aos seis meses de missão, os homens ficarão cerca de nove meses longe de casa. As dificuldades inerentes às atividades desempenhadas pela UNIFIL são aumentadas pelas saudades das famílias e dos amigos que ficaram no Brasil.

Familiares na partida da fragata Independência. Foto: Luise Martins/UNIC Rio

Familiares na partida da fragata Independência. Foto: Luise Martins/UNIC Rio

“A profissão requer sacrifícios, é bem difícil o momento da partida. Esse sentimento faz parte da gente e é bom. É bom porque dá um desejo maior de voltar com saúde e com segurança”, disse o tenente Rodrigo Pestana, primeiro-tenente da fragata Independência.

Para seu pai, Paulo César Pestana, a saudade é inevitável, mas a importância da missão faz o afastamento valer a pena.

Militares acenam na hora da partida. Foto: Luise Martins/UNIC Rio

Militares acenam na hora da partida. Foto: Luise Martins/UNIC Rio

“A saudade faz parte de todos nós, mas a gente entende que é uma missão importante para a Marinha do Brasil e para o país”.

A missão

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foi estabelecida pelo Conselho de Segurança da ONU em 1978, após a invasão israelense no Líbano.

Inicialmente, a força foi criada para garantir a retirada das forças de Israel do território libanês, restaurar a paz e a segurança na região e auxiliar o governo do Líbano a restabelecer sua autoridade no local.

Capitão de fragata Marcelo Lancellotti, comandante da fragata Independência, segura certificado da medalha Mérito Tamandaré. Foto: Luise Martins/UNIC Rio

Capitão de fragata Marcelo Lancellotti, comandante da fragata Independência, segura certificado da medalha Mérito Tamandaré. Foto: Luise Martins/UNIC Rio

A missão foi amplamente reforçada após os confrontos de 2006, com a finalidade de garantir a manutenção do cessar das hostilidades entre Israel e o grupo libanês Hezbollah.

Hoje, a UNIFIL é encarregada de garantir que o rio Litani e a região conhecida como “Linha Azul”, área que separa Israel e Líbano, estejam livres de armamentos, pessoas e ativos não autorizados. Ela também auxilia as Forças Armadas Libanesas em suas responsabilidades referentes à segurança.

Fotos: Luise Martins/UNIC Rio

(ONUBR ASCOM/FM)

Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>