Em entrevista ao programa “Diálogos”, da GloboNews, ministro Wagner assegura continuidade de Projetos Estratégicos

Brasília, 24/04/15 – Durante entrevista concedida nesta quinta-feira ao programa “Diálogos”, da GloboNews, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, garantiu a continuidade dos principais projetos estratégicos das Forças Armadas e da Defesa.

Ao ser questionado sobre possíveis ajustes orçamentários previstos para este ano, o ministro destacou a peculiaridade da indústria de defesa, que precisa de investimentos no longo prazo para continuar gerando crescimento tecnológico para o país. O ministro destacou que de 2003 até hoje, os investimentos em Defesa saltaram de aproximadamente R$ 850 milhões em 2003 para R$ 8,5 bilhões para 2014.

Ministro Jaques Wagner concedeu entrevista ao programa "Diálogos", da GloboNews, comandado pelo jornalista Mário Sérgio Conti

Ministro Jaques Wagner concedeu entrevista ao programa “Diálogos”, da GloboNews, comandado pelo jornalista Mário Sérgio Conti

“Seremos solidários com o governo na questão do ajuste das contas. Haverá restrição, mas não vamos descontinuar nenhum projeto estratégico, como o desenvolvimento dos submarinos com propulsão nuclear, o projeto FX-2, o lançamento de satélites junto com o Ministério das Comunicações e os projetos que estão a cargo do Exército”, disse.

Assista aqui a um trecho da entrevista concedida pelo ministro Jaques Wagner à GloboNews

Ao falar sobre o FX-2, que prevê a aquisição de 36 caças suecos Gripen NG, o ministro destacou a importância da absorção de tecnologia – fator que integra praticamente todos os projetos estratégicos – uma vez que o país não apenas comprará as aeronaves, como também participará do processo de desenvolvimento.

“Estamos mandando para a Suécia 250 engenheiros, esse pessoal vai voltar aportando tecnologia pra cá”, ressaltou sobre os profissionais que irão realizar cursos de qualificação em instituições suecas com o objetivo de absorver os conhecimentos tecnológicos.

Jaques Wagner também falou sobre a importância do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), do Exército, criado para monitorar os cerca de 17 mil quilômetros de fronteira que o Brasil faz com países da América do Sul. A região é marcada por ilícitos e apontada como porta de entrada de drogas e de contrabando no Brasil. Mesmo ponderando que coibir tais ilícitos é uma função do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, o ministro afirmou que a colaboração das Forças Armadas é fundamental.

“Somos responsáveis pelas fronteiras e pela soberania nacional”, enfatizou. O Sisfron é um avanço em tecnologia e usa informação e controle do espaço aérea para ajudar no monitoramento das fronteiras.

O ministro afirmou ainda que, atualmente, as Forças Armadas vivem um momento de “concepção mais moderna” e que o grande esforço dos atuais comandantes é com a Defesa aliada à inovação tecnológica.

“Eles estão preocupados em profissionalizar, em inovar, em trazer tecnologia, como estamos fazendo com os principais investimentos da Defesa”, disse. “Forças Armadas profissionalizadas e bem equipadas para garantir que não haja nenhuma ameaça”, concluiu.

Foto: Divulgação

(MD ASCOM/ FM)

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