Em evento sobre segurança no Rio, Jungmann defende pacto nacional para enfrentamento ao crime

Em evento sobre segurança no Rio, Jungmann defende pacto nacional para enfrentamento ao crime

Rio de Janeiro (RJ) – O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, defendeu, nessa quarta-feira (31), uma união nacional de todas as esferas do poder público como saída para o enfrentamento da atual crise de segurança instaurada no País.

Durante abertura da conferência “O Futuro começa hoje: ações da PMERJ 2018”, promovido pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a ONG Viva Rio, o ministro alertou que o crime no Brasil atingiu dimensões transnacionais, especialmente com ilícitos como tráfico de drogas e de armas, o que torna seu combate cada vez mais difícil.

No entanto, Jungmann destacou que, com ações pensadas de forma conjunta, é possível se atingir resultados satisfatórios, reação esta que, segundo o ministro, já está em curso.

“Para que possamos construir a saída capaz de reverter a atual situação, é preciso acreditar, é preciso ter esperança, e é preciso ter a noção de que juntos: sociedade, forças policiais, forças de outros níveis, nós podemos, sim, virar esse jogo, já temos indicadores que apontam para isso”, disse.

Na visão do ministro, o fato de não existir um fluxo estável de recursos para a segurança é outro fator que dificulta o combate ao crime. Diante disso, a única saída para os estados acaba sendo solicitar o apoio de forças federais.

O ministro da Defesa ressaltou, no entanto, que o que deveria ser uma medida extrema em casos extraordinários, acabou virando rotina. “Estou há dezoito meses à frente do Ministério da Defesa, e já estamos indo para a nossa 11ª Garantia da Lei e da Ordem”, lamentou o ministro.

Ao lado de autoridades como o secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, e do comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Wolney Dias, o ministro defendeu a constante parceria e explicou que o papel das Forças Armadas é de apoio às autoridades policiais. “Nós entendemos que o papel central compete às polícias Militar e Civil, à Guarda Municipal e à Secretaria de Segurança. Nós não temos liderança e nem devemos ter”, afirmou.

Fotos: Rômulo Vidal/PMERJ

(MD ASCOM/FM)

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