Encontro Anual de Precursores Pára-quedistas

Rio de Janeiro (RJ) – No dia 7 de dezembro de 2019, a Companhia de Precursores Pára-quedistas (Cia Prec Pqdt) realizou o Econtro Anual de Precursores na Área de Estágios Pára-quedista, tradicional evento do calendário. A atividade tem por finalidade reunir as diversas proles de Precursores Pára-quedistas, da ativa ou da reserva ativa, para a transmissão dos valores e perpetuação do trabalho profícuo da especialidade; para a troca de experiências do passado e do presente; e para a manutenção dos laços fraternos entre gerações, tudo em um ambiente saudável regado na mais sã camaradagem.

Dentre as autoridades, amigos e familiares presentes, o evento contou com a participação do General de Divisão William Georges Felippe Abrahão, Comandante da 1ª Divisão de Exército, e do General de Brigada Pedro Celso Coelho Montenegro, então Comandante da Brigada de Infantaria Pára-quedista, além de comandantes das organizações militares pára-quedistas e de precursores e auxiliares de precursor de todos os tempos.

A solenidade iniciou-se com o acendimento do fogo imortal da Tocha Alada, deflagrada pelo Capitão R/1 Arly Pinheiro de Lima, Prec 05, precursor mais antigo presente e último integrante vivo da primeira turma de precursores formada no Exército Brasileiro em 1951. Além do ato solene, o Cap Arly, no auge de seus 92 anos de idade, juntamente com outros veteranos precursores, brindaram os presentes com suas histórias de luta e renúncia, na construção do legado da especialidade em seus 68 anos de história.

Foram reverenciados os Precursores Pára-quedistas formados em 1969, que celebraram seu Jubileu de Ouro; e os formados em 1994, comemorando seu Jubileu de Prata. Adicionalmente, os integrantes da Cia Prec Pqdt apresentaram suas despedidas ao Gen Montenegro, eterno integrante da OM nos anos 90, por conta da proximidade da cerimônia de passagem de comando da Bda Inf Pqdt, ocorrida no dia 17 de dezembro.

“Sejamos nós velhos ou jovens de diferentes proles; sejamos nós oficiais-generais, oficiais superiores, intermediários ou subalternos, subtenentes ou sargentos; sejamos nós pertencentes ao Exército Brasileiro, Marinha do Brasil ou Força Aérea Brasileira; sejamos quem somos: os detentores da Tocha Alada e flamejante, costurada em nossos gorros vermelhos, envolta no cheiro de querosene, na fuselagem fria do avião e no chiado do rádio ligado; somos, pois, aqueles militares que carregam sua tralhas, cuja imagem estará sempre ligada ao bom início ou o desastroso começo da Guerra Vertical”, declarou na ocasião o Tenente-Coronel Antoine, Prec 327, Comandante da Cia Prec Pqdt.

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