Encontro no ITA promove troca de experiências entre militares, pesquisadores e indústria de defesa

São José dos Campos (SP) – Promover a troca de experiências e informações entre o meio acadêmico militar e a indústria de defesa. Esse é o objetivo do Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa, que acontece até esta quinta-feira (25) no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos.

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O coronel Henrique Costa Marques (foto acima), instrutor do ITA, explica que o fomento ao intercâmbio é uma prática bastante difundida pelo mundo, alcançando conquistas importantes em países como os Estados Unidos. “Depois das derrotas no Vietnã, a Defesa americana começou a construir um ambiente em que os militares vieram para a área acadêmica, entenderam a parte cientifica, e começaram a expor os problemas operacionais na língua, não só dos cientistas, mas também da indústria de defesa”, explicou.

De acordo com o coronel, para pensar em soluções e inovações tecnológicas, é importante que as empresas do setor dialoguem com os especialistas que saibam explicar quais são os problemas operacionais.

“Juntamos os dois mundos para que as indústrias nos mostrem produtos de defesa que possamos utilizar nas nossas pesquisas, e para que eles também possam usar as nossas pesquisas no desenvolvimento de produtos de defesa”, disse o coronel.

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O encontro, que é realizado anualmente e está em sua 16ª edição, faz neste ano um balanço das rodadas anteriores e uma prospecção do que deve ser priorizado no futuro. Além de novas áreas de pesquisa que serão fortalecidas no ITA, como bioengenharia e Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), outra área importante será a de sistemas espaciais. O lançamento do Satélite Geostacionario em 2016 exigirá do Brasil a formação de pessoas capacitadas, já que este será o primeiro artefato 100% controlado pelo país.

“Esse satélite será controlado pelo Condabra (Comando de Defesa Aeroespeacial Brasileiro). Já temos pessoas em treinamento na França, onde o satélite esta sendo construído, mas vamos precisar de uma pós-formação e de profissionais que dominem o tema”, explicou o coronel.

O XVI SIGE, sigla criada em 2001, quando o encontro tinha como foco central a Guerra Eletrônica, contou com a contribuição de 33 artigos científicos que foram apresentados no encontro, além de 21 artigos com apresentação em pôster de autoria de integrantes de universidades, institutos de pesquisa e indústrias de defesa.

Robótica e reciclagem

Uma das peças expostas que mais chamou atenção do público foram dois robôs feitos em material reciclado por um servidor da área de eletrônica do ITA. O artista Gilberto Vieira Mendes, bastante conhecido na região do Vale, começou o trabalho nessa área ao ajudar a filha num projeto para a feira de ciências da escola. O interesse dos estudantes e da população foi tão grande que o artista decidiu expandir o projeto.

A ideia do artista é atrair o interesse de crianças e jovens para o mundo da ciência e da tecnologia através do simpático casal de robôs. O modelo feminino, batizado de “Recicleide”, foi todo feito com material tecnológico e é movido a energia solar, que abastece uma bateria acoplada e que alimenta dois motores controlados via cabo através de um Joy stic.

Já o modelo masculino, chamado de “Reciclóide”, é controlado por celular via sistema Bluetooth.

Fotos: Tereza Sobreira

(MD ASCOM/ FM)

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