Escolas de altos estudos militares realizam exercício simulado com oficiais-alunos

A discordância sobre a ajuda humanitária a habitantes vermelhos, atingidos pelas recentes enchentes em Azul, deflagrou o início do conflito. Após o término do ultimato, caças F-39 Gripen vermelhos bombardearam áreas próximas ao Aeroporto do Galeão e à Rede de Radares azulina. Em sua Defesa Aérea, Azul segue negando autorização para a ajuda humanitária, que alega ser um pretexto para a ocupação de Topázio, uma antiga zona de litígio incorporada ao território azulino no Tratado de Palmas.

A situação poderia ser real, mas trata-se, apensa, de uma simulação. É o  Exercício AZUVER, realizado anualmente pelos oficiais-alunos das três escolas de Altos Estudos Militares das Forças Singulares: Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), Escola de Guerra Naval (EGN) e Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR). Até quarta-feira (08), no Rio de Janeiro (RJ), oficiais-alunos dos cursos de Comando e Estado-Maior (CCEM) colocarão em prática os ensinamentos, exercendo todas as funções e tarefas – tanto aquelas de um Estado-Maior Conjunto/Teatro de Operações quanto de uma Força Componente, seja naval, terrestre ou aérea.

Em 2017, pela primeira vez no exercício, um oficial-aluno da ECEMAR foi selecionado para ser o Comandante do Teatro de Operações Azul, demonstrando a crescente relevância das operações aéreas.

O Exercício AZUVER é divido em três etapas: na primeira, os alunos das três escolas realizam o Exame de Situação, propondo Linhas de Ação para o cumprimento da missão; na segunda (Planos e Ordens), o Plano Operacional ou “Plano de Campanha” é elaborado, detalhando e regulando operações militares no Teatro de Operações; e, após o planejamento tático de cada Força Componente, tem início o Controle da Operação Planejada. Nessa última fase, em cada escola, ocorre a simulação dos engajamentos propriamente ditos, por meio de Sistemas de Simulação de Guerra.

Na ECEMAR, é utilizado o Sistema MARTE, idealizado pelo Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ), que permite aos Oficiais-Alunos elaborarem o planejamento e a execução das missões aéreas, subsidiando a arbitragem dos instrutores nos Grupos de Controle (GRUCON) do exercício.

No cenário de 2017, destacam-se o aprimoramento de novas tecnologias embarcadas em Sistemas Espaciais de Comunicação e Reconhecimento, o incremento de temas de guerra cibernética e a inserção de novas aeronaves no exercício, como o Gripen, o KC-390, Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) e o Boeing C-767. “A introdução do KC-390 no AZUVER permitiu aumentar o apoio às demais forças, principalmente pela capacidade operacional e velocidade da aeronave. Por exemplo, se compararmos com o C-130, conseguimos reduzir em média 40% do tempo necessário para a realização de um assalto aeroterrestre”, afirmou o Tenente-Coronel Aviador Luiz dos Santos Alves, oficial-aluno Comandante da Força Aérea Componente (FAC) Azul.

O Tenente-Coronel Alexandre Melo Fiorenzano Reis, oficial-aluno Comandante da FAC Vermelha, destacou a importância da AZUVER. “A troca de conhecimento e prática entre os oficiais das diferentes escolas e a vivência dos planejamentos conjuntos, em que aplicamos nossos conhecimentos, propicia um entendimento mútuo entre as forças que jamais poderia ser atingido durante as aulas”, disse.

(CECOMSAER/FM)

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