Especial: 70 anos da criação do ITA (6ª década)

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) entra no novo milênio em um processo acelerado de consolidação da pós-graduação, que aumentou em mais de duzentos por cento (200%) a oferta de vagas no período. O corpo discente cresceu de cerca de 400 para 1.300 alunos, sendo 38% de aumento no Mestrado Acadêmico, 38% no Mestrado Profissional e 24% no Doutorado. O objetivo era proporcionar a formação de recursos humanos alinhados às demandas do século XXI, marcado pela globalização e pelo aceleramento dos processos de mudança tecnológica.

Um dos destaques do Programa de Pós-Graduação do ITA no período foi a implantação do Mestrado Profissional em Engenharia Aeronáutica e Mecânica em 2003, que atendia demandas do setor aeronáutico, especialmente da Embraer. Considerando a promissora relação do ITA com o cluster industrial da região do Vale do Paraíba e de todo o Brasil, a década em questão também foi um período de expressivo apoio de órgãos de fomento, como da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que é subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Outro ponto alto da década foi a criação do Programa de Pós-Graduação em Aplicações Operacionais (PPGAO), que viabiliza a formação de militares da ativa da Aeronáutica, do Exército e da Marinha para o emprego em demandas típicas das Forças Armadas. Atualmente, as pesquisas da área dividem-se em: Análise Operacional e Engenharia Logística; Comando e Controle e Defesa Cibernética; Guerra Eletrônica e Sensoriamento Remoto; Sistemas de Armas e Aplicações Espaciais; e Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) e Bioengenharia.

No intuito de atender com qualidade os graduandos e pós-graduandos da Universidade, foi implantado o Túnel de Vento didático, que possibilitou a simulação em laboratório de questões complexas de aerodinâmica e do comportamento de materiais sob pressão. Além disso, teve início a implantação da primeira fase do Centro de Competência em Manufatura (CCM), e começaram a operar o Laboratório de Plasmas e Processos e o Laboratório de Combustão, Propulsão e Energia, que proporcionam a execução de experiências importantes para os setores de aeronáutica, espaço e defesa.

Considerando todas as mudanças materiais em curso, a estrutura organizacional do ITA passou a englobar quatro Pró-Reitorias: de Graduação, de Pós-Graduação, de Administração e de Cooperação e Extensão (posteriormente transformada em Pró-Reitoria de Relacionamento Institucional). Tal mudança acompanhou a fusão do então Centro Técnico Aeroespacial (CTA) com o Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento (DEPED), que culminou na criação do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (2005), mais tarde denominado Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Fotos: Agência Força Aérea e ITA

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