Esquadrão Harpia resgata criança indígena que havia sido picada por cobra

O Esquadrão Harpia (7°/8° GAV) resgatou uma criança indígena, da etnia Mayuruna, de apenas cinco anos, no sábado (21), na fronteira do Brasil com a Colômbia. O indígena havia sido picado por uma cobra jararaca e precisava ser removido para a estabilização de seu quadro.

Esquadrão Harpia buscou criança na aldeia Nova Esperança

Antes do amanhecer, o Esquadrão Harpia decolou de São Gabriel da Cachoeira (856 km de Manaus) com direção à aldeia Nova Esperança, localizada na região de Palmeira do Javari (1.437 km da capital amazonense). Do local, o helicóptero H-60 Black Hawk voou para Tabatinga (1.110 km de Manaus), para que o menino recebesse o atendimento necessário.

De acordo com o Chefe da Subdivisão de Saúde Operacional do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN), Capitão Médico Waldyr Moyses de Oliveira Junior, o tratamento era fundamental para a criança. “Nesse tipo de acidente, a não utilização do soro pode levar a sangramentos disseminados pelo corpo e até a insuficiência renal. Numa criança de cinco anos, isso é algo de grande potencial para óbito”, explicou.

O oficial ainda falou sobre os cuidados que o indígena precisava. “Soro antiofídico, cuidados com a ferida, que possui alto potencial de infecção pelos germes contaminantes da boca da cobra, antibióticos, anti-inflamatórios e analgésico”, disse.

Um dos pilotos da missão, o Tenente Pedro Augusto de Andrade, destacou a realidade da região e os benefícios de se ter um esquadrão de helicópteros nessa área do Brasil. “Em nossa Amazônia, considerável número de brasileiros, sejam eles indígenas, ribeirinhos ou mesmo de pequenas cidades sem estrutura apropriada, ainda não têm acesso à saúde. Comumente, apenas as Forças Armadas levam a presença do Estado a quem necessita. Em comunidades isoladas, principalmente em casos de quadro clínico que requeiram intervenção emergencial, evidencia-se a fundamental importância das aeronaves de asas rotativas, sempre prontas para o cumprimento da missão”, disse.

De acordo com o Tenente Agenor de Andrade Rezende Lima, também piloto da missão, o problema é a dificuldade de acesso às localidades. “Aqui faltam vias de acesso terrestre e tudo tem que ser feito por rio. Muitas vezes, para você percorrer o rio, demora dias para chegar ao local e com o helicóptero o trajeto é feito em algumas horas. Já a aeronave de asa fixa não consegue apoiar a região porque o local precisa ter uma pista e o helicóptero não precisa; ele precisa de um ponto. Essa é a grande importância do 7°/8° e da aviação de asas rotativas para esse apoio, para esse tipo de região, onde não existe pista, onde não existem ruas, não existe nada, existe apenas a necessidade”, explicou.

O Tenente Andrade resumiu a satisfação de realizar a Evacuação Aeromédica. “O sentimento é de dever cumprido e de total gratidão. Gratidão por me sentir útil como ser humano. A satisfação em poder contribuir para que uma vida seja salva é inestimável”, concluiu.

(CECOMSAER/FM)

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