Exército e Marinha atuam no socorro de pessoas ilhadas após enchentes no ES e MG

Militares da Marinha e do Exército continuam prestando apoio na contenção de danos causados pelas fortes chuvas em Minas Gerais e no Espírito Santo. Nesta última semana de janeiro, temporais têm causado alagamentos, deslizamento de terras, danos a casas e prédios e vítimas na região Sudeste.

O General de Divisão Rolemberg Ferreira Cunha, do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa (MD), viajou nesse domingo (26) com o ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Gustavo Canutto, para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo a fim de acompanhar os trabalhos. Eles sobrevoaram as regiões atingidas, juntamente com o Coronel Alexandre Lucas, Secretário da Defesa Civil Nacional.

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“A situação de Belo Horizonte está sob controle, o momento crítico já passou, devido à estiagem das chuvas. As áreas afetadas concentram-se nas encostas, onde existe muita ocupação ilegal e nas margens dos rios, particularmente rio das Velhas e Arrudas, onde há muito alagamento”, informou o General.

Ele explica que a situação no Espírito Santo é um pouco diferente e mais alarmante, já que o nível dos rios subiu em grande volume, causando inundações nas áreas próximas, atingindo centenas de casas e estabelecimentos comerciais. Os municípios de Alfredo Chaves, Iconha, Castelo e Cachoeiro de Itapemirim foram os mais afetados, além das diversas localidades situadas às margens dos rios.

“Embora o número de vítimas seja bem menor que em BH, há muito estrago e muita gente desabrigada”, relatou

Como resposta ao desastre, os militares atuam no apoio em transporte de material e pessoal empregados no socorro; apoio na remoção de escombros e material provenientes de enchentes; desobstrução de vias urbanas e rurais, e transporte de donativos. São cerca de 140 militares do Exército brasileiro em Iconha e Cachoeiro de Itapemirim, realizando a recuperação e a limpeza de instalações dos municípios, escolas, hospitais, postos de saúde e creches, além do transporte e distribuição de água potável e o socorro a pessoas ilhadas ou isoladas em áreas de difícil acesso.

No estado do Espírito Santo, os militares da Marinha estão atuando apenas no município de Iconha, onde há mais de 1800 pessoas desalojadas – aquelas que foram obrigadas a abandonar suas moradia, e não necessariamente as que precisam de abrigo. Há também 58 desabrigados que tiveram suas casas danificadas ou ameaçadas de dano, que necessitam de abrigo. Voluntários também ajudam os militares na limpeza da cidade.

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Já em Contagem, na Grande Belo Horizonte, em Minas Gerais, são 50 militares da 12ª Batalhão de Infantaria Leve (Montanha), nas ações de orientação, triagens e evacuação. Cento e cinquenta militares estão de sobreaviso para possíveis demandas.

O Ministério da Defesa e o Ministério do Desenvolvimento Regional atuam com o governador de Minas Gerais, Romeu Zeuma, e com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, além de outros órgãos governamentais e da Defesa Civil.

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“O clima já está mudando e a chuva encerrando. Resta agora um trabalho de reconstrução. Há um grande dano material e pessoal que foi causado. Há famílias desabrigadas e temos que dar condições a elas. No Espírito Santo, o esforço será em reconstrução de pontes e residências danificadas”, finalizou o General Cunha.

Por Mariana Alvarenga

Fotos: 38º Batalhão de Infantaria

(MD ASCOM/FM)

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