Força Aérea e Ministérios da Defesa e da Saúde planejam campanha de vacinação

Representantes da Força Aérea Brasileira (FAB) e dos Ministérios da Defesa e da Saúde realizaram uma reunião, no período de 28 a 30 de novembro, na Ala 8, em Manaus (AM). O objetivo foi planejar a Operação Gota 2018 e garantir que populações de indígenas e de ribeirinhos, de áreas de difícil acesso geográfico da Região Norte, possam receber as vacinas do calendário básico para controlar e manter a eliminação ou erradicação de doenças imunopreveníveis no território brasileiro.

Esquadrão Harpia voou mais de 300 horas na operação em Gota 2017

Durante a operação, os esquadrões Cobra (7° ETA), Harpia (7°/8° GAV) e Arara (1°/9° GAV) transportarão agentes de saúde e vacinas para pontos estratégicos próximos às áreas de atuação. Desses locais, os helicópteros H-60 Black Hawk, do 7°/8° GAV, partem para as comunidades isoladas, onde apenas essas aeronaves conseguem pousar, já que, dependendo do regime dos rios, só é possível chegar por meio aéreo. Em  2018, a vacinação será realizada no interior dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas e Pará. Os voos para a concretização da campanha foram definidos nessa reunião.

Os encontros para a preparação da operação, geralmente, ocorriam no ano de execução das missões, contudo, com o objetivo de aperfeiçoar as ações, o planejamento foi antecipado. “Além de antecipar algumas etapas administrativas, a gente consegue planejar com mais antecedência as missões, já colocando no calendário da Força Aérea, o que evita transtornos lá na frente, como o conflito de várias operações. Então temos que conversar desde cedo para acertarmos os detalhes, as localizações e os pontos de contato”, explicou o Chefe da Seção de Operações Complementares do Ministério da Defesa, Capitão de Mar e Guerra Walter Marinho de Carvalho Sobrinho.

Operação Gota 2017

A Operação Gota deste ano já foi concluída e totalizou 12 mil pessoas vacinadas e atendidas, entre populações ribeirinhas e comunidades rurais e indígenas. Somente o Esquadrão Harpia somou 108 dias de envolvimento na missão e mais de 345 horas de voo.

A operação vai atender municípios de difícil acesso da Região Norte

Um dos pilotos do 7°/8° GAV, o Tenente Aviador Pedro Augusto de Andrade descreveu a sensação de fazer parte da missão. “O sentimento é um dos mais gratificantes possíveis. Acho que faz parte da concepção do militar, em si, ter essa abnegação em prol da população que ele está defendendo. Não somente no sentido mais comum da palavra, que a gente pensa na aplicação da força, no uso de armas, mas isso também faz parte da defesa da população: é você levar os direitos básicos de saúde, de cidadania”, disse.

O militar também explicou como o Esquadrão precisa se adaptar para pousar nas comunidades, em diferentes pontos da Amazônia. “Um dos maiores desafios da Amazônia é o clima, que é muito traiçoeiro. Às vezes, um dia de céu claro pode se transformar em uma tempestade muito rápido. Então, a gente tem que estar sempre o mais preparado possível para mudanças meteorológicas e saber como reagir a elas”, falou.

FAB e Ministérios da Defesa e da Saúde planejaram Operação Gota 2018

Para o comandante do 7°/8° GAV, Tenente-Coronel Aviador Andrei Garcia Nunes, a Gota contribui para a ampliação dos conhecimentos do Esquadrão. “Tem uma contribuição boa para nós, operacionalmente, porque a gente vai em cada rincão da Amazônia, que talvez a gente não conseguisse ir em operações de treinamento. Então, essa possibilidade de a gente ir a cada curva, a cada ponto do rio, faz com que tenhamos alguns conhecimentos que não teríamos só treinando. Para a gente da FAB acho que é importante pelo cumprimento da missão e também por dar esse conhecimento de nosso teatro de operações. Afinal de contas, nós estamos nos preparando para atuar nesse ambiente”, concluiu.

(CECOMSAER/FM)

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