Forças Armadas apoiam combate a focos de queimadas no Pantanal

Forças Armadas apoiam combate a focos de queimadas no Pantanal

O Pantanal, maior planície alagada do mundo, tem sofrido com a maior seca dos últimos anos, o que tem ocasionado aumento no número de focos de queimadas na região. Diante desse cenário, o Ministério da Defesa deflagrou a Operação Pantanal, em 25 de julho. A iniciativa é em apoio ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, onde estão concentrados 65% do bioma.

As ações foram conduzidas pelo Comando do 6º Distrito Naval, reunindo esforços da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, do Ibama/Prevfogo e da Polícia Militar Ambiental.

Inicialmente, o relatório do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) apontava 21 pontos de queimadas nos municípios de Ladário, Corumbá, Miranda e Aquidauana, municípios sul-mato-grossenses. Ao longo dos trabalhos, os índices iniciais foram ultrapassados, passando para o total de 32 pontos. Todavia, após três semanas de atividades de aeronaves, brigadistas e militares, os pontos de queimadas foram controlados e seguem em monitoramento na Serra do Amolar, Nabileque e nas proximidades da Reserva Indígena Kadiwéu, onde não há foco de fogo aparente, nessa região que representa dois terços do bioma.

Com a significativa redução dos focos em Mato Grosso do Sul, as ações foram estendidas à porção norte do Pantanal, que corresponde a um terço do bioma. De acordo com o mapeamento realizado por satélites, atualmente grande parte dos pontos de queimadas está concentrada na região de Poconé, Barão de Melgaço, em Mato Grosso, e uma área em Porto Jofre, na fronteira dos dois estados.

Atuação em Poconé
Há dez dias operando a partir de Poconé, no aeródromo do Sesc Pantanal, Forças Armadas somam esforços com Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e Ibama.

Aeronaves das Forças Armadas realizam diariamente voos de reconhecimento, transporte de pessoal, material e mantimentos para as áreas mais isoladas e críticas quanto aos focos de incêndios. O Super Cougar (UH-15) da MB e o Black Hawk (UH-60) da FAB cumprem ações em locais que, devido à peculiaridade da região, o acesso não seria possível por vias terrestres ou fluviais. Duas aeronaves Air Tractor do Corpo de Bombeiros lançam água e, até o momento, foram despejados quase dois milhões de litros.

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Mais de 320 profissionais estão envolvidos na Operação, entre eles, 12 Fuzileiros Navais do 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas, com curso de combate a incêndios florestais, empregados diretamente na linha de frente, em um trabalho conjunto com brigadistas do Ibama e Bombeiros Militares do Corpo de Bombeiros dos dois estados. Ao longo dos dias, as equipes terrestres trabalham dia e noite, cumprindo, muitas vezes, medidas urgentes, como aceiros e patrulhamento do local para inibir as chamas.

Além deste ano registrar índices pluviométricos muito baixos, a intensidade do vento prejudica o trabalho do pessoal em terra e a fumaça dificulta o sobrevoo das aeronaves. Mesmo diante desse cenário, entre outros desafios, os resultados são positivos, haja vista que patrimônios históricos, parques, casas e estradas já foram preservados. As atividades seguem em andamento nesta semana.

Com informações do Comando do 6º Distrito Naval
Fotos: Jéferson Prado

(MD ASCOM/FM)

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