Formatura em homenagem à Patrona da Família Militar

Formatura em homenagem à Patrona da Família Militar

Rio de Janeiro (RJ) – O Departamento de Educação e Cultura do Exército e o Comando Militar do Leste (CML) realizaram, na tarde desta segunda-feira, dia 19 de setembro, uma formatura em homenagem à D. Rosa da Fonseca, Patrona da Família Militar.

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A solenidade aconteceu no Salão Nobre do CML e contou com a presença do Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), General de Exército João Camilo Pires de Campos; do Comandante da 1ª Região Militar, General de DivisãoLaerte de Souza Santos; de outros oficiais-generais do Palácio Duque de Caxias; e de outras autoridades civis e militares.

Na ocasião, foram agraciados, com o diploma conferido pelo Comandante do Exército, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, as entidades e pessoas que apoiaram e deram suporte à Família Militar, como o Coronel Aroldo Ribeiro Cursinho,Comandante do Colégio Militar do Rio de Janeiro; o Coronel Ivan Xavier, ex-integrante do SAREx; o Sr Sérgio Pinto Monteiro, Presidente do Conselho Nacional dos Oficiais da Reserva (CNOR); a Sra Márcia Cristina L Bergo, coordenadora do Ballet Brasil; e a Sra Cristiane Gomes Vidal, Diretora da Escola Municipal Rosa da Fonseca.

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A entronização de D. Rosa da Fonseca como Patrona da Família Militar foi aprovada pela Portaria do Comandante do Exército nº 650, de 10 de junho de 2016. Na formatura, foi lido o seguinte texto alusivo:

“Diante dos desafios de uma época na qual “valores se perdem, referências faltam e princípios e convicções são relativizados a cada instante”, estamos hoje reunidos, no salão nobre do Palácio Duque de Caxias, para instituir D. Rosa Maria Paulina da Fonsecacomo a Patrona da Família Militar e consagrar a data do seu nascimento à Família Militar.

Notável mulher que aplicou o máximo de seus esforços a serviço da Pátria brasileira. Preparou e educou os que deveriam realizar grandes feito: seus filhos. Reconhecida pelo ânimo inquebrantável, espírito iluminado pela fé e devotado amor ao Brasil. Modelo de desprendimento, amor, caridade, renúncia e resignação com que se portou nos momentos difíceis da vida. Exemplo de mãe, símbolo maior da família, que todos nós emulamos agora e que indica os valores norteadores da ética para a família militar do Exército Brasileiro.

1802, mais precisamente, dezoito de setembro de 1802, nascia, em Alagoas, D. Rosa da Fonseca. Casou-se com o Major Manoel Mendes da Fonseca, militar que prestara destacados serviços ao Império e que veio a falecer em 24 de agosto de 1859, quando moravam no Rio de Janeiro. Casal abençoado, tiveram dez filhos, sendo oito homens e duas mulheres.

Com o falecimento do seu marido, tornou-se naturalmente a matriarca da família. Foi muito admirada por sua postura durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que se estendeu de maio de 1865 a março de 1870. Ademais, a sua presença nos campos de batalha podia ser percebida na atuação heroica dos seus filhos nos combates, que espelhavam a educação recebida, plena de ensinamentos voltados para as virtudes morais e intelectuais, tão necessárias aos que sacrificam suas vidas por ideais de liberdade e pelo bem comum.

Todas as vezes em que a ela chegavam notícias das vitórias do Exército Brasileiro, mandava ornamentar a fachada de sua casa com bandeiras e flores e, à noite, fazia iluminar com lanternas de vidro, toda a frente da sua residência.

Nos momentos de tristeza e angústia pela vida dos seus filhos, a quem incentivara a participarem da guerra, consolava sua filha e noras e, referindo-se a eles, assim expressava: “A vitória que a Pátria alcança, e que todos foram defender, vale muito mais que a vida dos meus filhos”.

Aos 70 anos de idade, faleceu na cidade do Rio de Janeiro, à época, Capital do Império.

Como se reconhece o valor da árvore pela qualidade dos seus frutos, faz-se necessário assinalar quem foram os seus filhos:

– o mais jovem, o Alferes do 34º Batalhão dos Voluntários da Pátria Afonso Aurélio da Fonseca, morreu heroicamente em Curuzu; o Capitão de Infantaria Hipólito Mendes da Fonseca, morto na Batalha de Curupaiti; e o Major de Infantaria Eduardo Emiliano da Fonseca, morto no combate da ponte de Itororó;

– Marechal de Exército Manuel Deodoro da Fonseca, simplesmente o Proclamador da República e o primeiro Presidente do Brasil. Era o valor em pessoa, a coragem, a decisão e a firmeza;

– Marechal de Exército Hermes Ernesto da Fonseca, pai de Hermes da Fonseca – 8º Presidente da República. Foi, também, Presidente da Província de Mato Grosso, Governador da Bahia e Comandante de Armas nas Províncias da Bahia e do Pará;

– General de Brigada João Severiano da Fonseca. Foi médico, professor, escritor, historiador e diplomata. Fez toda a campanha do Paraguai e, hoje, figura como Patrona do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro;

– Marechal de Campo Severiano Martins da Fonseca, recebeu o título nobiliárquico de Barão de Alagoas e foi Diretor da Escola Militar de Porto Alegre; e

– Coronel honorário do Exército Brasileiro Pedro Paulino da Fonseca, único filho de D. Rosa que não marchou para a guerra, ficara para tomar conta da família. Foi chefe do Governo das Alagoas e Senador da República pelo mesmo Estado.

Portanto, esta cerimônia é um momento de projeção, em nossas consciências, da importância da família como fonte inspiradora de camaradagem, lealdade, união, responsabilidade e probidade, valores que a Instituição confirma e aponta aos seus integrantes, indicando que o pensamento materno de D. Rosa da Fonseca transcendia as suas circunstâncias para se identificar com a Mãe gentil, a Pátria amada, o Brasil”.

(CCOMSEX/ FM)

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