Fundo da ONU apoia projeto de apoio à agricultura familiar no Ceará

Fundo da ONU apoia projeto de apoio à agricultura familiar no Ceará

Representantes do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) participaram na segunda-feira (28), de um evento em Fortaleza (CE) sobre o Projeto Paulo Freire, iniciativa apoiada pela ONU que visa a reduzir a pobreza e melhorar as condições de vida de agricultores familiares no estado.

O Encontro de Formação das Equipes Técnicas das Entidades Executoras do Projeto Paulo Freire foi realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará. No evento, lideranças de movimentos sociais e autoridades debateram o futuro da iniciativa.

Projeto Paulo Freire tem o objetivo de contribuir para a redução da pobreza rural em municípios do semiárido do Ceará. Foto: EBC

“Esse momento é um divisor de águas: já estamos presentes em 62 comunidades e, no encerramento desse evento (o Encontro de Formação), na sexta-feira (01), o governador Camilo Santana vem aqui assinar junto a vocês o decreto que amplia a nossa área de atuação para 538 comunidades em 31 municípios”, disse o secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Felipe Pinheiro.

Para ele, os últimos quatro anos de projeto foram marcados pela “superação dos desafios” e pelo diálogo entre o governo do Ceará e os movimentos sociais. “O nosso maior desafio é fazer com que os projetos produtivos não se percam e cheguem na porta de quem mais precisa. Nossa missão é construir a cidadania nos tornando referência em assistência técnica para todo Brasil”, declarou.

Em seu discurso, o representante do FIDA, Hardi Vieira, destacou a “fibra” e a “dedicação” da equipe do Projeto Paulo Freire, e citou a experiência diária dos técnicos em lidar com a difícil realidade do semiárido cearense. “Vocês são os atores que fazem com que as políticas públicas tenham sucesso”, disse.

A expectativa da técnica de campo da organização ESPLAR, Silvana Holanda, é de que o encontro promovido pelo projeto fortaleça as discussões de gênero de forma coletiva. “Há um trabalho muito forte de desvalorização das mulheres, do que elas realizam e representam para o campo”, lembrou.

“Muitas delas são consideradas apenas donas-de-casa, embora realizem muito mais do que apenas os cuidados da casa, o que já não é pouco. No campo, grande parte das agricultoras são protagonistas na organização e comercialização dos produtos da agricultura familiar”, concluiu.

(ONU BR ASCOM/FM)

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