Helicóptero da FAB resgata indígena em aldeia do Amapá

Helicóptero da FAB resgata indígena em aldeia do Amapá

Parajai Waiãpi, grávida de 13 semanas, foi picada por uma cobra na última semana

O 7º/8º GAV – Esquadrão Harpia – da Força Aérea Brasileira resgatou, nessa quinta-feira (12/04), por volta das 16 horas de Brasília, uma mulher indígena de 26 anos picada por uma cobra na última semana, na Aldeia Taraykary – a aproximadamente 225 km de Macapá (AP). A agricultora Parajai Waiãpi, grávida de aproximadamente 13 semanas, foi encaminhada ao Hospital de Emergência da capital.

O helicóptero H-60 Black Hawk contava com 6 tripulantes, além de um médico  e um enfermeiro do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN), e um integrante do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) – órgão ligado à Secretaria Estadual de Saúde do Amapá. Primeiramente, a aeronave pousou numa clareira da região onde havia uma aldeia, da mesma etnia da índia. Baseada nas informações colhidas na área, a tripulação dIndígena foi carregada de maca devido ao ferimento na pernaa FAB definiu uma nova coordenada para chegar até o local. O deslocamento de aproximadamente uma hora de voo entre Macapá e o povoado garantiu que a indígena fosse resgatada. Segundo a população indígena, para a vítima chegar até a cidade mais próxima com atendimento médico era necessário caminhar mais de 12 horas e seguir por um rio, uma viagem que poderia durar mais alguns dias

Segundo o Capitão Médico Waldyr Moyses de Oliveira Junior, Parajai Waiãpi apresentava edemas nos membros inferiores e por isso o caráter de urgência de remoção até um hospital mais próximo. Vítima foi encaminhada para o Hospital de Emergência de Macapá“Uma missão como essa demonstra, e não deixa nenhuma margem de dúvida, o compromisso que a FAB tem com a população, esteja esse brasileiro onde ele estiver. Na Amazônia, as dificuldades são tão grandes quanto a extensão territorial e não é incomum uma missão como essa ser um divisor de águas entre alguém que vai sobreviver ou não. Muitas vezes, a expectativa de vida dessas pessoas está sistematicamente ligada à possibilidade de pouso de uma aeronave nossa”, explica.

Na última sexta-feira (06), a DSEI recebeu uma informação via rádio de que a indígena havia sido picada por uma Indígena dentro do helicóptero H-60 Black Hawkcobra. Segundo a enfermeira Josenir Oliveira de Carvalho, foi necessário primeiro conseguir as coordenadas da região onde está a aldeia, solicitar que fosse aberta uma clareira para o pouso de um helicóptero e, em paralelo, pedir o resgate. “Depois de quatro negativas de demais órgãos, o Hospital de Aeronáutica de Belém conseguiu oferecer o apoio para recebê-la”, conta.

“Ela foi encaminhada ao hospital devido ao acidente ofídico. Lá eles vão decidir se ela permanece ou vai para uma maternidade”, diz a enfermeira Josenir.

A coordenação da Evacuação Aeromédica (EVAM) foi feita pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) que solicitou que o Esquadrão Harpia executasse a missão. O emprego do helicóptero Black Hawk foi necessário devido à dificuldade de chegar à região que é montanhosa e com igarapés. A aeronave decolou quarta-feira (11) de Manaus, e fez uma parada em Santarém (PA) para o abastecimento da aeronave, antes de seguir viagem.

(CECOMSAER/FM)

 

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