Jogos Olímpicos Rio 2016 terão cerca de R$ 200 milhões este ano para ações de Defesa

Jogos Olímpicos Rio 2016 terão cerca de R$ 200 milhões este ano para ações de Defesa

Brasília, 21/05/2015 – Neste ano, o Ministério da Defesa deverá contar com orçamento de R$ 200 milhões em atividades relacionadas ao setor para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A previsão, que ainda depende do contingenciamento que será anunciado pelo Governo, foi apresentada pelo titular da Pasta, Jaques Wagner, durante audiência na quinta-feira (21/05), no Senado em Brasília (DF).

Ministro participa de audiência pública no Senado Federal
Ministro participa de audiência pública no Senado Federal

Na ocasião, o ministro explicou que, ao todo, o evento esportivo recebeu aporte do Governo Federal para área de Defesa de pouco mais de R$ 580 milhões. Desse total, serão utilizados, este ano, os R$ 200 milhões e R$ 106 milhões ficarão para serem aplicados em 2016. O restante já foi aportado em obras, treinamentos, aquisição de equipamentos, entre outros.

Um dos objetivos almejados para os Jogos no setor de Defesa é o estabelecimento de um Centro Nacional Integrado, com a finalidade de dissuadir eventuais ameaças. Também está em andamento a unificação dosoftware de comando e controle e o uso de novas ferramentas seguras de troca de mensagens e conferência entre os órgãos envolvidos.

De acordo com Wagner, o Brasil “vem acumulando expertise na área de organização de grandes eventos”. Ele completou: “Na Copa do Mundo nosso desempenho foi extremamente bem avaliado. Mas ainda há o que melhorar”.

Cerca de 37 mil militares vão atuar nas seis cidades-sede das competições olímpicas. “Na Copa tivemos mais pessoal envolvido porque os jogos aconteceram em 12 lugares diferentes”, diferenciou o ministro.

Projetos estratégicos

Os principais programas em curso pelas Forças Armadas foram apresentados, também, pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, durante a audiência no Senado. Ele explicou que o fato do Brasil ser uma nação pacífica, gera perguntas acerca de qual a necessidade de ter um submarino de propulsão nuclear ou um caça.

“Eu insisto em repetir de que não se trata de estarmos nos preparando para a guerra, mas para a paz. É um conceito de dissuasão. Não podemos desguarnecer”, afirmou o ministro.

Um dos projetos citados foi o Programa Nuclear da Marinha (PNM), que visa o domínio do ciclo de combustível nuclear (já conquistado) e a construção do laboratório de geração núcleo-elétrica. A iniciativa está orçada em R$ 5 bilhões e tem previsão de término em 2030. “Ao visitar a fábrica em Iperó (SP), você sente, ali, que queremos comprar tecnologia, mas não queremos ser dependentes”, salientou Jaques Wagner.

Outra ação em desenvolvimento lembrada pelo ministro foi o Amazônia Conectada. O objetivo é trazer infovia de mais de 7 mil quilômetros de fibra ótica submersa nos rios da Bacia Amazônica. “Eu e a presidenta Dilma vamos inaugurar, em Manaus (AM), os primeiros 11 quilômetros de fibra lançados no fundo do Rio Negro”, anunciou.

Estiveram presentes na audiência, os comandantes da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira; doExército, general Eduardo Dias Villas Bôas; da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato; além do chefe doEstado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, e a secretária-geral do Ministério da defesa, Eva Chiavon.

Confira aqui a apresentação do ministro durante a audiência pública.

Crédito: Jorge Cardoso /MD

( MD ASCOM/ FM)

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