Marinha do Brasil apoia projeto de Oftalmologia Humanitária, no município de Humaitá-AM

Nos dias 13 e 14 de abril, o Projeto Amazônico de Oftalmologia Humanitária deu início no município de Humaitá-AM. O projeto, que conta com o apoio da Marinha do Brasil, é uma parceria entre a Universidade Federal do Amazonas, a Universidade Federal de São Paulo, o Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas em Oftalmologia, a Lupas Leitor, a Johnson e Johnson, a Fundação Piedade Cohen e a Sociedade Amigos da Marinha de Manaus. A equipe atenderá até o dia 21 de abril os municípios de Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte-AM.

No município de Humaitá, cem cirurgias de catarata e pterígio foram realizadas com pessoas a partir dos 40 anos. O Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Soares de Meirelles” realizou 1.020 procedimentos de saúde, três raio-x e distribuiu 23 kits odontológicos e mais de 700 óculos para leitura.

Após cinco anos sem enxergar, Raimundo de Almeida Gomes de 78 anos recuperou a sua visão e sua independência, em apenas 20 minutos de cirurgia de catarata, realizada durante o projeto. “Desde os 12 anos eu trabalhava na roça, na comunidade do Puruzinho, e quando apareceu essa doença, há cinco anos, vim para cidade e não tinha como continuar trabalhando. Agora que consigo enxergar novamente posso voltar a trabalhar, ver a minha esposa e acompanhar os meus dez filhos. Estou muito feliz”, afirmou.

O Comandante do 9º Distrito Naval, Vice-Almirante Paulo César Colmenero Lopes, explicou a dinâmica da operação. “Nessa comissão, a Marinha por meio do NAsH “Soares de Meirelles”, além de realizar o atendimento básico de saúde, participa nos exames e na distribuição de óculos para leitura, na triagem para as cirurgias e também no apoio logístico, levando os médicos para os municípios que serão atendidos. Essa é a terceira vez que estamos apoiando esse programa que é muito importante para a sociedade local, alcançando pessoas que têm a necessidade de intervenções cirúrgicas para voltar a enxergar”.

O projeto visa diminuir o número de pessoas atingidas pelas doenças tropicais como a catarata e pterígio que atinge um grande número de amazonenses, devido aos raios ultravioletas, de grande incidência na região amazônica, principalmente, os trabalhadores de lavoura e do campo.

Para a doação de óculos, os pacientes passam por uma triagem por meio do teste de acuidade visual, que ajuda a identificar o grau a ser utilizado. Devido ao fato de grande parte da população ribeirinha não saber ler, a empresária Anna Jankov e seu esposo, Jean Jankov, criaram uma tabela com peixes da região como o tambaqui, tucunaré, pirarucu e outros, que ajuda no diagnóstico. Anna e o esposo atuam como voluntários do projeto desde 2015 e doaram, por meio da empresa Lupas Leitor, cinco mil óculos para as comunidades atendidas nesta edição.

(CCSM/FM)

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