Marinha do Brasil participa do I Exercício Guardião Cibernético

No período de 3 a 6 de julho, nas dependências do Forte Marechal Rondon, em Brasília-DF, foi realizado o I Exercício Guardião Cibernético, que visou simular um ambiente interagências voltado para a proteção cibernética de infraestruturas críticas dos setores financeiro e nuclear.

O exercício, coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), um Comando Operacional Conjunto entre as três Forças Armadas, teve a participação da Marinha na vertente do setor nuclear, que dentro da Estratégia Nacional de Defesa, cabe à Força. Segundo o Chefe do Estado Maior-Conjunto do ComDCiber e Diretor do Exercício, Contra-Almirante Francisco Neves, haverá um enorme benefício para a Marinha. “Nossos militares e servidores civis foram testados nas ações de proteção do espaço cibernético, dessa infraestrutura nuclear que é de vital importância não só para a Força, mas para o País como um todo”.

Além dos Oficiais da Marinha que servem no ComDCiber, militares e servidores civis do Comando de Operações Navais, Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha, Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) e Centro de Tecnologia da Informação da Marinha também participaram do evento. O Capitão de Corveta (EN) Cláudio, militar do CTMSP achou a experiência inovadora e proveitosa. “A ameaça cibernética é real, como podemos ver em casos de outros países. Logo, devemos estar preparados para enfrentar o problema”.

Durante o I Guardião Cibernético, foi utilizado o Simulador de Operações Cibernéticas (SIMOC) e montado um gabinete de crise para cada setor envolvido, que apresentou soluções para responder aos diversos problemas cibernéticos gerados. Em paralelo, um Grupo de Estudos formado por especialistas trabalhou nas premissas básicas para a elaboração de um Plano Nacional de Tratamento e Resposta a Eventos de Segurança Cibernética para os setores financeiro e nuclear.

O exercício cibernético, pioneiro no Brasil, contou com a participação de representantes do Ministério da Defesa, Ministério da Justiça, Ministério das Relações Exteriores, Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, órgãos do Governo Federal, Banco Central do Brasil, bancos públicos, bancos privados, empresas estratégicas do Setor Nuclear, comunidade acadêmica e entidades ligadas ao Setor Cibernético, contribuindo, assim, para aumentar o networking e as ações colaborativas entre os envolvidos com a Defesa Cibernética no âmbito do Governo, das empresas e acadêmico.

(CCSM/FM)

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