Militares fazem balanço sobre os voos de rodízio das tropas brasileiras no Haiti

Militares fazem balanço sobre os voos de rodízio das tropas brasileiras no Haiti

Brasília, 09/12/15 – Pela primeira vez, o País realiza a contratação de uma companhia aérea de aviação brasileira com o objetivo de promover os voos do rodízio dos contingentes da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira reuniram-se na quarta-feira (9) para uma avaliação destes voos que foram considerados, por todos, uma parceria bem sucedida e de menor custo.

Militares das Forças Armadas consideram que a contratação foi positiva para o país e gerou menos gastos.
Militares das Forças Armadas consideram que a contratação foi positiva para o país e gerou menos gastos.

Neste caso, o processo para a realização do rodízio do 22° para o 23º Contingente Brasileiro de Força de Paz da ONU (CONTBRAS) ficou a cargo da Marinha que, juntamente com o MD, assinou o contrato, em 01 de outubro deste ano, com a GOL Linhas Aéreas. Durante a execução de todo o processo de logística dos voos houve a participação da Polícia Federal e a Receita Federal dos aeroportos do Galeão, Porto Alegre (POA) e Manaus e a Infraero de Manaus e POA.

Brigadeiro Veloso afirma que a viabilização do contrato foi primordial para o sucesso da missão
Brigadeiro Veloso afirma que a viabilização do contrato foi primordial para o sucesso da missão

Para o subchefe de operações de Paz, Brigadeiro-do-Ar Tarcisio de Aquino Brito Veloso, “a viabilização do contrato foi fator preponderante para o sucesso da missão. Possibilitou a economia e cumprimento de horários, permitindo que a tropa pudesse passar e receber o serviço de forma adequada. A GOL atendeu a todas as cláusulas previstas no contrato”, afirmou Veloso.

Para o Diretor de Gestão Orçamentária da Marinha, contra-almirante (IM) Luiz Carlos Faria Vieira, diante de todo o processo de contratação, até o fechamento do contrato, a parceria foi eficaz. “Temos que ter desafios para viver o dia a dia. Considero que a escolha foi muito boa para o país, pois temos uma empresa nacional que é capaz de fazer este voo com a Organização das Nações Unidas. Unidos somos mais fortes” defendeu o almirante Vieira.

A partir de 2014, a ONU informou que o rodízio das tropas, até então realizados semestralmente, deveriam ser anuais. No entanto, pela experiência de mais de 10 anos de missão no Haiti, o Brasil, optou por manter os rodízios semestrais. Este período possibilita o cumprimento da missão de forma eficiente.

Para o coronel Josbecasi Moreira de Lima, estes seis meses são fundamentais para o cumprimento da missão. “Quando os voos acontecem por conta da ONU, muitas vezes não conseguimos cumprir o planejamento de chegada da tropa no Haiti com tempo suficiente para as passagens de funções”. acrescentou Moreira Lima.

Foto: Gilberto Alves

(MD ASCOM/ FM)

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