Ministro abre o II Encontro Internacional sobre Financiamento a Projetos de Defesa

São Paulo (SP) – Especialistas brasileiros e estrangeiros se reuniu na terça-feira (17) e quarta-feira (18), no auditório do Centro de Convenções do Anhembi, na capital paulista, com a finalidade de encontrar novas soluções para financiar a indústria de defesa. O evento, promovido pela Força Aérea Brasileira (FAB), foi aberto pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Logo no início do seu discurso, o ministro Jungmann relembrou que a nossa base industrial de defesa é responsável por aproximadamente 3,7% do nosso Produto Interno Bruto e gera hoje 60 mil empregos diretos e 240 mil indiretos. Ele destacou ainda que os fundos constitucionais e regionais do Nordeste e do Centro-Oeste, por meio da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) e Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste), passarão a financiar, pela primeira vez, a indústria de defesa.

“Isso além de possibilitar uma melhoria das condições de financiamento representa também uma possibilidade de que tenhamos um espraiamento da indústria de defesa, que hoje se encontra, em grande medida, concentrada no Sul e no Sudeste, criando assim novas oportunidades”, explicou o ministro.

O secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (MD), Flávio Basilio – um dos palestrantes do primeiro dia – também também destacou a importância dos fundos da Sudene e Sudeco. O secretário Basilio salientou a importância deste tipo de financiamento: “Este avanço institucional é importante porque as taxas de juros desses fundos são mais baixas, inclusive, do que a oferecida pelo BNDES, e permite o aumento de competitividade por parte das empresas da base industrial de defesa. Este aumento (financiamento) só foi possível porque tivemos autorização destes fundos para financiar a defesa. Apesar de serem fundos constitucionais estavam vetados para qualquer tipo de operação para a indústria de defesa.”

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, ressaltou que o avanço das tecnologias no setor aéreo são fundamentais para o desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira. E cita como exemplos, o caça Gripen NG e a aeronave KC-390, que fazem parte do projeto de reaparelhamento e contribuem para elevar a capacidade operacional da FAB, em ações de controle, defesa e integração do País.

Durante o evento, serão realizados painéis para debater o fomento ao crédito às exportações, o fortalecimento de parcerias e os acordos de compensação nas Forças Armadas brasileiras. Além disso, pelo menos 30 palestrantes irão compartilhar experiências adquiridas no Reino Unido, Suécia, Noruega, Portugal e no Brasil. “Queremos debater como alavancar a indústria e os produtos da área de defesa, cujas tecnologias têm uso civil e militar”, afirmou o brigadeiro Heraldo Luiz Rodrigues, coordenador do encontro e diretor de Economia e Finanças da Aeronáutica.

Entre os principais resultados do primeiro encontro, realizado em Brasília, em novembro de 2016, estão o anúncio de uma linha de crédito para exportação de produtos de defesa, por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a inclusão do MD na Câmara de Comércio Exterior (CAMEX).

Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira

A FAB celebrou, na terça-feira (17), o Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira. A data comemora o voo inaugural do Muniz M-7, em 1935. Projetado em 1934, o monomotor utilizado para treinamento de pilotos era capaz de fazer acrobacias, tinha dois assentos e foi o primeiro modelo de avião a ser fabricado em série no Brasil.

(MD ASCOM/ FM)

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