Ministro Jungmann diz que Parque dos Guararapes pode se transformar num espaço de lazer e turismo

Jaboatão dos Guararapes (PE) – A revitalização do Parque Nacional dos Guararapes poderá permitir que o local se transforme em um grande espaço de lazer e turismo. A avaliação foi feita pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, na segunda-feira (15), durante cerimônia realizada no parque. O lugar foi campo de batalha entre tropas portuguesas e brasileiras aliadas contra os holandeses. A vitória foi um marco para o país.

PARQUE 1

“Entre os dias 18 e 19 de fevereiro de 1648 travou-se aqui a primeira batalha dos Guararapes. Neste campo enfrentaram-se aproximadamente 4,5 mil holandeses e 2,2 mil brasileiros e portugueses”, afirmou.

Segundo o ministro, naquela ocasião, “o comandante das tropas holandesas tinha por objetivo estratégico tomar o Porto de Nazaré, em Cabo de Santo Agostinho, onde desembarcavam os mantimentos que iam para Arraial do Bom Jesus”. O ministro destacou como sendo importantes as participações de Felipe Camarão, que comandava o batalhão indígena; de André Vital de Negreiros, que comandava o batalhão responsável pelos brancos e mestiços; e também por Henrique Dias, que comandava o batalhão dos negros.

“Eles impuseram uma derrota histórica que depois se consolidou na segunda batalha dos Guararapes, que foi no dia 19 de fevereiro 1849. Com as duas vitórias estava liquidado o destino da ocupação”, narrou.

A cerimônia foi desdobramento do evento realizado na última quinta-feira (11) , no QG do Exército, em Brasília.  Na ocasião, decreto assinado pelo presidente Michel Temer determina o processo de revitalização do parque.  Ele institui também o Comitê Interministerial para a revitalização do Parque Histórico Nacional dos Guararapes, no âmbito dos Ministérios da Defesa e da Cultura.

Para isso, o governo está destinando R$ 5 milhões. “É da maior importância exaltar e construir, juntamente com o Comando do Exército, com o Ministério da Cultura, o Ministério da Defesa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), algo que é devido à memória dos que lá tombaram”, ressaltou Jungmann.

“A importância que foi a Batalha dos Guararapes para que nós não fossemos duas ou três nações, fosse apenas uma; para que nós tivéssemos uma fraternidade mestiça, pelo fato de que lá estavam os brancos, negros e índios, ombro a ombro, na expulsão dos invasores”, completou.

Em seu discurso, o governador Paulo Câmara agradeceu ao presidente Michel Temer e aos ministros Raul Jungmann e Roberto Freire. “Vamos estar juntos para transformar esse local num patrimônio do povo de pernambuco e do povo brasileiro”, disse Câmara.

O ministro da Cultura, Roberto Freire, lembrou que o local é um marco da brasilidade e  da unidade nacional. “A batalha dos Guararapes nos legou isso. Aqui é um patrimônio maior dos brasileiros. Por decisão do presidente Michel Temer foi constituído esse comitê interministerial para que aqui construíamos o futuro digno da nossa cultura e da formação da identidade de nosso povo”, completou Freire.

O prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, declarou que o patrimônio de Guararapes precisa estar no lugar que lhe é devido. “Sei que os ministros Raul Jungmann e Roberto Freire estão empenhados para transformar esse local no melhor formato para o orgulho do estado de Pernambuco e do povo brasileiro”, disse o prefeito.

O evento contou ainda com a participação  do comandante Militar do Nordeste (CMNE), general Artur Costa Moura; do brigadeiro Luiz Fernando Aguiar, do II Comando Aéreo Regional (COMAR); além de estudantes de escola pública.

O parque

Tombado pelo Iphan, o Parque foi palco de um dos mais importantes episódios da história nacional: a Batalha dos Guararapes (1648 -1649), que consistiu em enfrentamentos entre as forças portuguesas e holandesas pelo controle de boa parte da região Nordeste do Brasil.

Criado em 1971, o Parque conta com uma área de 3,63 quilômetros quadrados, parte dela sob a responsabilidade do Exército. O local também é sede da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, templo barroco que guarda os restos mortais dos heróis das lutas travadas no local.

Foto: Wagner Ramos/SEI

(MD ASCOM/ FM)

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