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O Primeiro Tiro da Artilharia da FEB na II Guerra Mundial – Folha Militar On-line
O Primeiro Tiro da Artilharia da FEB na II Guerra Mundial

O Primeiro Tiro da Artilharia da FEB na II Guerra Mundial

No dia 16 de setembro de 2014, o Exrcito Brasileiro prestou uma justa homenagem aos nossos ex-combatentes ao reviver o momento glorioso do primeiro tiro de artilharia da Fora Expedicionria Brasileira (FEB).

O Primeiro Tiro da Artilharia da FEB na II Guerra Mundial

Sob o comando do General Euclides Zenbio da Costa, incorporado ao IV Corpo-de-Exrcito do V Exrcito dos Estados Unidos da Amrica, o 6 Grupamento Ttico da FEB entrara em linha e recebera sua primeira misso na Guerra.

O 6 Regimento de Infantaria (RI) substitura experimentadas Unidades norte-americanas, que haviam mudado de frente. Oinimigo germnico j recuava e executava ordenada ao retardadora.

A artilharia brasileira recebe sua primeira misso na guerra:apoiar com seus fogos a progresso de um Destacamento do qual faziam parte o 6 RI, um Peloto de Reconhecimento brasileiro e um Peloto de Carros americano, para o norte, tendo como objetivo conquistar a linha Massarosa Bozzano Monte La Certosa Via Del Pretino Santo Stefano que foi atingida s 19:00 horas do dia 15 de setembro, apesar da barragem de fogo de artilharia alem.

Nas encostas do Monte Bastione estava em posio o 2 Grupo do 1 Regimento de Obuses Auto-Rebocado, Comandado pelo Ten Cel Geraldo da Camino. Desde o incio do movimento da Infantaria, todos os artilheiros estavam ansiosos e atentos. As trs Baterias (Bia) dos Capites Lobato (1 Bia), Almir (2 Bia) e Serpa (3 Bia), e o Adjunto do S/3, Capito Saraiva, esperam a primeira misso de tiro com visvel impacincia.

Os Oficiais de Ligao e os Observadores Avanados formavam sistema com os companheiros da Infantaria, enquanto no Posto de Comando, as pranchetas e os Calculadores estavam prontos, os rdios na escuta, e o Major Gorreta, S/3, tranquilo, como sempre, a espera do desejado pedido de tiro.

H um murmrio de impacincia no seio das baterias; e mais do que isso, uma trepidao, um frenesi. Os Artilheiros enrubescem de ansiedade. As mos dos soldados atiradores crispam-se nos cordes de detonao das peas.

Pouco depois das 14:00h, o Tenente Ramiro Moutinho, Observador Avanado, entra no ar e transmite a esperada misso de tiro e a 1 Bia, do Capito Mrio Lobato Valle a bafejada pela sorte. As pontarias so retificadas, derivas alteradas, bolhas caladas, os obuses carregados. As peas esto prontas, como anunciam os seus chefes.O jovem Tenente Alceu Grislia, para acionar a pea diretriz de sua bateria, com entusiasmo, comanda:

2 pea fogo!!!!!!! Aps o disparo, o corneteiro executa o toque da vitria.

Precisamente, s 14:22h do dia 16 de setembro de 1944, a 1 Bia lanou contra o inimigo o primeiro tiro jamais dado pela Artilharia Brasileira fora do continente sul-americano. o batismo de fogo da FEB na II Guerra Mundial!

Comandos semelhantes aconteceriam, novamente, em Monte Castelo, Castelnuovo, Montese, Fornovo e tantos outros combates em que a FEB se cobriu de glria.

Materializavam eles a resposta inslita agresso aos navios brasileiros que, pacificamente, singravam os mares do brasil.

Repetiram-se esses comandos at maio de 1945, quando nossa artilharia, sempre conduzida pela mo firme e amiga do nclito Chefe e General Oswaldo Cordeiro de Farias, comandado por outro ilustre Artilheiro, o General Joo Baptista Mascarenhas de Moraes, encerrou sua atividade com a rendio incondicional dos nazi-fascistas.

(CCOMSEX/ FM)

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