Oficiais sul-africanos conhecem sistema de saúde militar brasileiro

Oficiais sul-africanos conhecem sistema de saúde militar brasileiro

Brasília, 26/02/2015 – A chefe do Serviço de Saúde Militar da África do Sul, major-general Khanyisele Tilly Ndaba, visitou nesta quinta-feira o Ministério da Defesa (MD).

A major-general Ndaba “espera que todas estas experiências aqui no Brasil possam ser úteis na África do Sul”
A major-general Ndaba “espera que todas estas experiências aqui no Brasil possam ser úteis na África do Sul”

A major-general Ndaba está em visita ao Brasil conhecendo as instalações hospitalares das Forças Armadas e, nesta manhã, assistiu a palestras sobre o sistema militar brasileiro de cuidados de saúde, a medicina operativa e assistencial da área militar brasileira.

O objetivo das visitas é a busca de conhecimento e pontos em comum no campo da saúde militar, identificação de possíveis oportunidades de intercâmbio no preparo e no emprego da medicina operativa.

Representando o diretor do Departamento de Saúde e Assistência Social do MD, brigadeiro-médico Jorge Rebello Ferreira, o gerente da Divisão de Saúde, coronel Lucas Vilhena de Moraes, apresentou aspectos do emprego do serviço de saúde militar brasileiro.

O coronel Vilhena explicou à visitante e sua comitiva que o serviço de saúde militar, além de atender os contingentes das três forças singulares, também está apto a prestar apoio à defesa civil em situações de calamidades públicas e desastres naturais, além das missões internacionais de paz.

Defesa Civil

Vilhena destacou alguns exemplos de emprego da medicina operativa como a instalação do hospital de campanha da Marinha do Brasil durante a Operação Serrana, em 2011, em socorro às vítimas das inundações e deslizamentos na região serrana do estado do Rio de Janeiro.

Outro exemplo apresentado pelo coronel Vilhena foi a Operação Dengue, em 2008, também no Rio de Janeiro, em apoio ao diagnóstico e tratamento de pessoas infectadas durante uma epidemia da doença.

A ajuda ocorreu com a instalação de um hospital de campanha da Força Aérea Brasileira, que realizou mais de 11 mil atendimentos. O fato despertou o interesse de diversos profissionais de saúde do Brasil e do exterior pelo protocolo do manejo clínico e o resultado da experiência dos militares.

A major-general Ndaba ouviu ainda da tenente-coronel Fernanda Carvalho Peixoto, da Seção de Apoio Logístico, que o Ministério da Defesa pretende futuramente implantar o Centro Conjunto de Medicina Operativa.

Esta unidade deve apoiar as Forças na integração, treinamento, e protocolos, além de contribuir em respostas a catástrofes e missões de paz. De acordo com a militar, o MD deve investir também em telemedicina.

Visitas

A comitiva sul-africana visitou esta semana diversas instalações hospitalares militares na cidade do Rio de Janeiro. Na oportunidade, os membros da delegação e a chefe do Serviço de Saúde Militar da África do Sul puderam conhecer o Hospital de Campanha do Exército, o Centro de Medicina Operativa da Marinha e o Instituto de Medicina Aeroespacial da Força Aérea.

A major-general Ndaba ficou muito impressionada com as unidades e “espera que todas estas experiências aqui no Brasil possam ser bastante úteis na África do Sul”. A logística aplicada na saúde militar brasileira chamou a atenção da representante sul-africana.

Foto: Tereza Sobreira

(MD ASCOM/ FM)

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