Operação Varredura apreende mais de 2 mil armas brancas em dez presídios do País

Operação Varredura apreende mais de 2 mil armas brancas em dez presídios do País

Mais de duas mil armas brancas e 271 celulares foram apreendidos na primeira etapa da Operação Varredura, realizada em presídios estaduais de todo o país pelas Forças Armadas, em articulação com o Ministério da Justiça e Cidadania e com os órgãos de segurança pública dos governos estaduais.

VARREDURA 1

Do dia 17 de janeiro até o dia 03 de março, foram vistoriados dez presídios de cinco estados do Brasil que solicitaram o apoio das Forças, são eles: Amazônia (AM), Rondônia, (RO), Roraima (RR), Rio Grande do Norte (RN) e Mato Grosso do Sul (MS). Das dez instalações prisionais vistoriadas, pelo menos três foram palco de barbáries neste início de ano, como a penitenciária de Alcaçuz, em Natal, a de Monte Cristo, em Roraima, e o complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus.

“Trata-se de uma ação complementar a atuação dos órgãos de segurança pública neste momento de tensão”, explicou o ministro da Defesa, Raul Jungmann. “O prazo de duração da Operação Varredura é de um ano, mas é importante que as autoridades locais possam dar seguimento a ações desta natureza, tornando as vistorias como algo permanente, incluindo a implementação de medidas preventivas contra o ingresso de material ilícito nos estabelecimentos prisionais”, destacou.

Além da elevada quantidade de armas brancas e celulares, também foram encontrados: acessórios (160) e baterias (29) para celular; tabletes de entorpecentes (18); trouxinhas de entorpecentes (45), recipientes com bebidas alcoólicas (6), substâncias suspeitas (185), itens de posse proibida, como dinheiro ou eletrodomésticos (3.038).

Tais apreensões foram feitas nos presídios: Monte Cristo (RR), Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (AM), Penitenciária Estadual de Parnamirim (RN), Penitenciária Agrícola de Mossoró (RN), Cadeia Pública de Mossoró (RN), Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (MS), Cadeia Pública de Natal (RN), Casa de Detenção José Mário Alves da Silva/Urso Branco (RO), Complexo Penitenciário de Alcaçuz (RN) e Complexo Prisional Anísio Jobim (AM).

Ao final de cada varredura, os militares das Forças Armadas entregam um relatório às autoridades de segurança pública estudais. O documento aponta, além do material apreendido, eventuais problemas que fragilizam o sistema de segurança do presídio.

Cerca de quatro mil homens da Marinha e do Exército participaram das dez primeiras operações. Os militares utilizam equipamentos modernos como detectores por raio X e de metais, que foram empregados em grandes eventos realizados no País, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Equipes com cães farejadores, que podem detectar drogas ou explosivos, também fazem parte da ação.

Todas as vistorias são feitas de forma articulada com a Secretaria de Segurança Pública de cada estado e também com o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça. Os militares das Forças Armadas só vistoriam áreas previamente isoladas pela polícia militar ou agentes penitenciários e não fazem nenhum tipo de contato direto com os detentos.

O apoio das Forças Armadas nas inspeções em presídios ocorre por meio de ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), regulamentada pelo Decreto Presidencial de 17 de janeiro deste ano. A atuação das Forças Armadas só ocorre quando há um pedido do governador do estado ao Presidente da República.

Foto: Divulgação Marinha do Brasil

(MD ASCOM/ FM)

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